Flu 3x2 Criciúma: passamos, mas a defesa está um caos!

Nelson Perez / Fluminense FC
Nelson Perez / Fluminense FC

Abel terá muito trabalho


Foi suado, como quase sempre é. Somos o Fluminense e o nosso sobrenome é drama.


Porém, os dois gols sofridos para o Criciúma nesta noite foram absolutamente desnecessários.


As recorrentes falhas de nossa defesa contra times inferiores - e elas não ocorreram apenas nos gols - estão cada vez mais preocupantes, pois mostram um problema importante na montagem do elenco: apesar da qualidade de sobra para brigar em nível regional, essa mesma qualidade ainda é insuficiente para brigar nos torneios mais desejados, como a Copa do Brasil, o Brasileirão e a Sul-Americana.


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Dessa vez, ganhamos a vaga na 4ª fase da Copa do Brasil porque, no geral, somos bem melhores que os catarinenses. Quando o Fluminense propôs o jogo e partiu pra dentro, envolveu o Tigre.


Somos um time rápido, técnico, jovem e raçudo. Predicados que o Fluminense não tinha há muito tempo. No entanto, que não repitamos a atuação defensiva desta noite contra uma equipe mais encorpada, por exemplo, as que atualmente disputam a Libertadores, ou nosso caldo pode entornar.


Renato e Léo sobem bastante, dão opção, mas pecam demais na marcação. Ambos têm dificuldade para impedir os cruzamentos adversários, deixando qualquer que seja o nosso goleiro em maus lençóis. Hoje, Cavalieri, que já havia voltado bem da contusão, provou deste veneno. 


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Para completar, toda vez que a bola é alçada na área, Henrique e Renato Chaves ficam mais perdidos que surdo em bingo. O 'quem é que sobe' é um auê até mesmo quando jogamos contra os times pequenos no Carioca. Ou alguém se esqueceu do sufoco que foi a semifinal da Taça Guanabara contra o Madureira?


Não sei o que Abelão pode fazer para resolver essa deficiência, pois desconfio que a questão é maior que simplesmente ajuste ou treino. Principalmente no caso dos zagueiros, ambos estão nas Laranjeiras há tempo suficiente para que saibamos que o posicionamento não é o forte dos dois. No banco, temos Nogueira e Reginaldo, além da possibilidade de improvisar um grandalhão, como Luiz Fernando. Além dos três meninos, resta o contundido, irregular e execrado Gum.


Ou seja, a solução parece longe e precisa ser encontrada o mais rápido possível. Até o próximo confronto decisivo. Time que defende mal não ganha taça em mata-mata.


@TorresFagner