Wellington corre para ser 'o cara' do Fluminense

Há muitos elementos diferentes no Fluminense 2017 em relação ao time que iniciou a temporada passada. Das pessoas envolvidas no comando do futebol ao esfriamento das brigas políticas - pelo menos a Flu-Twitter parece mais sociável -, passando pela preparação dos jogadores no novo Centro de Treinamento, pela competitividade demonstrada nos clássicos, até a maneira inapelável com que as vitórias estão se acumulando, tudo parece ter mudado para melhor.


No entanto, chama a atenção nesta boa fase a vocação ofensiva dos meninos do Sr. Abel Carlos da Silva Braga. Os 31 gols em 13 partidas (média de 2,38 por jogo) são dados que animam, e que, aliados à luta demonstrada até mesmo quando o time não joga bem, fazem os tricolores estarem, antes de tudo, otimistas.


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Óbvio que o estilo proposto fora das quatro linhas tem a ver com o atual momento, embora discurso e filosofia não sejam princípios suficientes para se jogar um bom futebol. Os atletas precisam comprar a ideia do treinador.


Nelson Perez / Fluminense FC
Nelson Perez / Fluminense FC

O moleque é liso


É aí que destaco, dentro dessa evolução coletiva, a mudança de um jogador em especial: Wellington. Após a transferência prematura e a queda no ostracismo europeu, o camisa 11 dá, finalmente, os indicativos necessários para que apostemos num amadurecimento.


Desde que retornou, Wellington - apesar do nome composto, custo a chamá-lo com o 'Silva' para não evocar fantasmas do passado - mostra disposição para esquecer o período de poucos jogos e nenhum brilho no Velho Continente, em troca de uma posição de protagonismo aqui. Foi assim ano passado, quando, no oceano de mediocridade que foi o nosso returno de Brasileirão, ele se salvou, ainda que sua participação tenha sido marcada apenas por expectativa e alguns belos lampejos.


Sob o comando de Abelão, jogando coletivamente, Wellington está vivendo um período de transformações em seu perfil individualista. Reencontrou o bom futebol que estava desaparecido, desde que apelidado de 'Monstro de Xerém' (leia aqui), foi alçado por Cuca aos profissionais, em 2010.


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Nem a forte sombra de Richarlison, outro que iniciou o ano voando, está atrapalhando a corrida de Wellington em direção a uma incontestável importância técnica e tática no Tricolor.


Se o passado 'inconsequente' está ficando para trás, o presente está sendo construído com grandes atuações. Para o bem do futuro do Fluminense.


@TorresFagner