A Taça Rio deve servir de laboratório no Fluminense

Nelson Perez / Fluminense FC
Nelson Perez / Fluminense FC


Pela Copa do Brasil, o 1 a 1 em Santa Catarina foi razoável, porém decepcionante. Explico: mesmo com as dificuldades dentro e fora de campo, incluindo atrasos causados por duas trocas de aeronaves no trajeto até o Sul, no meu nível de exigência, o Fluminense sempre será obrigado a vencer o apenas modesto Criciúma. 


No entanto, apesar do empate, não tivemos 90 minutos de mau futebol. Pelo contrário. Dentro do possível, novamente desfalcado de Scarpa, nos movimentamos e criamos chances - sendo algumas bem claras. A questão é que, infelizmente, nosso ataque, bastante positivo até aqui, dessa vez esteve sempre mais perto de consagrar o goleiro adversário do que de marcar o gol que nos daria grande vantagem no segundo jogo, provavelmente em Édson Passos. Acontece. Bola pra frente.


Agora, até semana que vem, quando voltaremos as energias para Copa do Brasil, o importante será pensar no time que jogará a Taça Rio.


| Curta o BLOG LARANJEIRAS no Facebook


Como o regulamento deste ano não prevê título carioca antecipado para o vencedor dos dois turnos, Abelão acerta ao dizer que é hora de poupar, não apenas para evitar lesões que comprometam a força dos titulares nos momentos decisivos, mas também para observar o potencial dos reservas sub-utilizados, sobretudo os recém-promovidos de Xerém.


Com isso, Nogueira, Reginaldo, Frazan, Luiz Fernando, Mateus Norton, Daniel, Lucas Fernandes, Marquinhos Calazans, Matheus Alessandro, Patrick, Pedro e, em alguma medida, os goleiros Marcos Felipe e Matheus, terão nos pés - e também nas mãos -, grandes oportunidades.


Serão sete ou oito jogos até a fase semifinal do campeonato, que servirão para que todos, ou a maioria deles, reafirmem seus talentos e ganhem a confiança da Comissão Técnica e da arquibancada para seguir, seja como coadjuvante ou protagonista, na dura e longa temporada que teremos pela frente.


| Siga o BLOG LARANJEIRAS no Telegram


Para os entusiastas de um Fluminense composto quase em sua totalidade por atletas formados nas Categorias de Base - meu caso -, os próximos jogos serão laboratórios para acompanhar a evolução desses jovens desde a subida para os profissionais. Já no caso dos próprios garotos, a Taça Rio será uma chance única, pois não é todo dia que um clube grande tem tranquilidade para dedicar um turno inteiro de um campeonato regional para testes. Diferente da maioria dos casos, nenhum deles chegará ao onze inicial como salvação da lavoura.


Em alguma medida, o tosco regulamento da Ferj para o Cariocão 2017 acabou vindo a calhar. Embora o campeonato seja repleto de decisões e arbitrariedades bizarras, ao menos por isso ele não será totalmente passível de críticas.


@TorresFagner