5 motivos para acreditar no Flamengo campeão da Copa do Brasil

O Maracanã: Por mais que seja na Ilha do Urubu que o wifi do Flamengo conecta automaticamente e o clube pode andar de cueca pela sala, é fato que, simbolicamente, o Maracanã ainda é a casa do Flamengo. Com lotação esgotada quase uma semana antes da partida, temos confirmada a presença de ao menos 50 mil torcedores rubro-negros dispostos a serem o 12º e, no caso da escalação de, por exemplo, Gabriel, até o 11º jogador do time, levando a equipe para cima do Cruzeiro e cantando do começo ao fim da partida. Torcida vence jogo? Não, porque, se vencesse, nós seríamos campeões de tudo desde a nossa fundação. Mas já ficou claro que no Maracanã, com o apoio de da massa rubro-negra, o Flamengo se torna um time ainda maior e mais decisivo. E esperamos que isso aconteça de novo nessa quinta-feira.


O ataque: Guerrero está suspenso, Vizeu está machucado, Éverton Ribeiro não está inscrito, Hernane Brocador, até onde eu sei, está em outro clube. Mas apesar dos desfalques, é fato que o Flamengo tem um ataque dos mais perigosos do Brasil e que tem potencial para conseguir furar a defesa adversária. Mesmo que Berrío e seus dribles loucos tenham que ser improvisados na posição de centroavante, ainda teríamos na referência um atacante veloz e habilidoso, acompanhado do motorzinho Éverton e possivelmente pelo irregular mas talentoso Vinícius Junior. Diante de uma equipe defensiva como a do Cruzeiro, talvez seja exatamente desse tipo de mobilidade, aleatoriedade e loucura que o Flamengo precise para vencer.



Diego: Ainda que vindo de uma fase não tão boa e demorando para recuperar sua boa forma, Diego segue sendo decisivo para o Flamengo, tanto com a bola rolando quanto na bola parada. Capaz de deixar um jogador na cara do gol com um passe inesperado, acertar um chutaço que nem os colegas em campo imaginariam ou transformar em gol aquela falta perigosa, o camisa 10 rubro-negro tem nessa decisão uma ótima oportunidade para se reafirmar como protagonista nessa equipe e pavimentar seu caminho como ídolo do clube, caminho esse que só é construído com títulos. As pessoas podem achar Diego bonito nas fotos, mas são fotos segurando taças que fazem um jogador entrar para história de um clube.


Rueda: Ainda recém-chegado no Flamengo, o treinador colombiano mostrou que seu primeiro foco é a defesa, com apenas um gol sofrido até agora, sendo esse gol em falha individual do goleiro. Numa final em duas partidas, que muito provavelmente vai ser decidida nos detalhes, essa preocupação defensiva pode significar a diferença entre sucesso ou fracasso, já que qualquer gol pode ser o gol do título. Por mais que siga muito cedo para avaliar o trabalho do novo técnico, Rueda também vem mostrando já conhecer o elenco e confiamos que o colombiano vai ser capaz de achar soluções para as situações de jogo que não envolvam, por exemplo, Gabriel na lateral-direita.


Juan: Aos 38 anos e com a experiência de quem disputou duas Copas do Mundo, Juan, que já foi uma das últimas opções no banco de reservas com Zé Ricardo, assumiu a titularidade e, sob o comando de Rueda, vem garantindo ao time uma maior consistência defensiva e aquela segurança e seriedade que apenas um zagueiro geneticamente incapaz de sorrir pode oferecer. Acostumado a partidas decisivas, grandes estádios e à pressão de ser Flamengo, a presença de Juan pode ser decisiva na hora de dar uma bronca em Vinícius Jr, orientar Renê, ou apenas pegar Arão pela gola e dar um tapa no rosto dele para ver se ele acorda. Segurando a taça, Juan certamente esboçaria um sorrisinho.