Cinco anos depois, Fernandes volta ao Figueirense

Parece um sonho, dizem que não será. No sábado, Fernandes pisará novamente no gramado do estádio Orlando Scarpelli depois de cinco anos, quando foi expulso pela gestão Wilfredo Brillinger.


Não será para jogar de novo pelo Figueirense, mas para ser apresentado como novo funcionário do clube, seja a função que for.


Possivelmente, o leitor do eixo Rio-SP pouco sabe quem foi Fernandes e o que ele representa para o torcedor alvinegro. Ele é o maior artilheiro da história do clube que defendeu de 1999 a 2012. Ganhou títulos, fez golaços, mas seu caráter fora de campo é o que conquistou a todos, inclusive os avaianos.


A efeito de comparação, Fernandes é para o Figueirense o que Totti é pra Roma.


Abaixo, explico melhor:



Nesses cinco anos, participei da despedida de Fernandes numa pelada com torcedores (algo até vergonhoso para o maior ídolo do Figueirense), entrevistei-o algumas vezes e em tantas outras estive ao seu lado em reuniões que buscavam um novo caminho para o clube. 


Ele nunca escondeu o quão doloroso foi o processo de expulsão do alvinegro. Tentou se reaproximar, mas conselheiros impediram que lhe fosse concedido o título de benemérito. Além disso, ainda foi excluído de reunião realizada pelo Conselho e teve que entrar na justiça para receber o que o presidente Wilfredo não pagou.


O torcedor sofreu, mas Fernandes sofreu mil vezes mais.


Nesses encontros, o ídolo falou diversas vezes sobre seu desejo de trabalhar com a base e de participar de um projeto sério, como declarou em entrevista a este blog em março de 2016.



Tenhos os dois pés atrás com essa nova gestão do Figueirense fruto de uma parceria misteriosa, mas a volta de Fernandes é um passo gigante para conquistar o torcedor, tão magoado.


Olê lê, olá lá o Fernandes vem aí e o bicho vai pegar!


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