Figueirense esquece de jogar futebol e tem desempenho pífio

O nível do futebol apresentado pelo Figueirense nesta noite foi inacreditável, horripilante, tenebroso, vergonhoso. Diante do Oeste, não levou perigo sequer uma vez ao gol adversário. Por pouco, aliás, não perdeu mais uma em casa.


Depois de vencer o Brasil de Pelotas, na sexta-feira, o mínimo que se esperava era um tantinho de evolução nesta terça-feira. Aconteceu o contrário. Aliás, a cada jogo o trabalho do treinador Marcelo Cabo se mostra pior. Hoje, ele optou por um esquema 4-2-4 com Índio armando, voltando para buscar a bola. Índio é centroavante, camisa 9, daqueles de área mesmo.


Inventou um tal de Walterson, recém-chegado, no ataque. Peça nula.


Com 4 homens de frente, um lateral improvisado e outro que não tem capacidade para atacar, o Figueirense não tinha meio-campo. Era nítido. Mas por que trabalhar a bola e tentar jogar se o importante é vencer a qualquer custo?


Essa teoria burra a cada dia macula a campanha do time na Série B. 


O treinador ainda ressaltou a defesa composta por Marquinhos e Ferreira. Dois zagueiros pesados, bem experientes e que tomaram bolas nas costas inadmissíves. Só não sofreram o gol, pois os atacantes do Oeste conseguiram perder lances dentro da pequena área praticamente sozinhos.


Talvez alguém goste desse futebol medíocre. Eu não!


Aliás, que futebol? Pois o que estamos vendo é qualquer coisa, menos esse esporte maravilhoso. 


Ah, mas o time é fraco, o elenco é ruim, falta isso, falta aquilo. Pois esse mesmo elenco derrotou jogando bem Goiás e Náutico. Deu um show de bola no Internacional, mas perdeu. É o mesmo elenco que tem o 3º melhor ataque da Série B. Ou seja, alguma qualidade há.


Para "resolver" o problema, o Figueirense anuncia mais dois reforços. Chegam o atacante Nicolas Careca, 20 anos, além do meia Lucas Silva, que fez carreira no México.


Não empolgam e irão aumentar a lista de homens de frente do elenco, que já soma mais de 10 nomes, recém-engordada por Walterson e ainda aguardando o retorno de Zé Love.


É rir para não chorar!