Parabéns, Figueirense, o clube dos meus sonhos

Figueirense FC
Figueirense FC

Esse Scarpelli ainda vive em meus sonhos


Nos meus sonhos, o Figueirense nunca ganhou uma Libertadores, jamais foi campeão brasileiro, nem teve o Messi como camisa 10. O Scarpelli não se tornou uma moderna arena e meu ídolo sequer se dividiu entre o alvinegro e a seleção brasileira.


O Figueirense nunca será o Barcelona, mas pouco importa. O gosto da vitória contra o Avaí é idêntico ao deles diante do Real Madrid.


Embora não seja gigante para o futebol mundial, para nós, alvinegros, ele é do tamanho do universo. Ou do nosso amor. E talvez por isso tenha sido criado bem no dia dos namorados, há exatos 96 anos.


Neste período de quase um século, o Figueirense viveu dias piores e melhores que os atuais. Eu, em quase 30 anos, lembro da época do galão d'água para improvisar um pagamento aos jogadores em uma das várias séries C disputadas. Também me recordo dos sete anos na elite, vencendo os maiores times do futebol nacional.


Talvez eu tenha mais saudades dos tempos ruins do que dos bons, pois, como qualquer torcedor, a gente gosta é de sofrer. E hoje, sofrendo pelo momento dentro e fora de campo, venho aqui escrever o quanto eu amo e sempre amarei o Figueirense.


São 96 anos de história que não cabem num sonho. Um sonho que tem defesa do Carlos Alberto na época da Série C, carrinho do Perivaldo em 99, gol do Marcos Toloco no último minuto num Scarpelli remendado e quase vazio. Ou ainda um gol duplo de Fernandes e Genílson depois de um desarme de Márcio Goiano, sob os gritos de Lauro Búrigo na área técnica.


Esse foi o Figueirense que me apaixonei, bem do seu jeito, com suas peculiaridades e sem precisar vencer tudo e todos.


Feliz Aniversário!