A terça-feira em que nada deu certo ao Figueirense

Vou começar este texto pelo final, pois o assunto do momento nem é a derrota do Figueirense para o Boa, em casa, mas o abandono de seu goleiro no intervalo, após um "frango" na partida em que fazia sua estreia.


De acordo com Fábio, não havia condições psicológicas para atuar em virtude de um problema de saúde na família (leia a reportagem do UOL aqui). Por isso, deixou o time no intervalo e saiu do Scarpelli de táxi na metade da partida.


O episódio, que terminou sem final feliz, começou de forma errada. Com dois bons goleiros no elenco (Tiago Rodrigues e Luís Carlos), o Figueirense buscou um camisa 1 no interior de São Paulo. Veio Fábio, 38 anos, e currículo nada impressionante. Trazido pelo superintendente Carlito Arini, chegou com status de titular e, no primeiro vacilo de Tiago, assumiu tal condição.


O acúmulo de erros de Márcio Goiano e da diretoria culminou com esse vexame dentro e principalmente fora de campo. Tanto que Carlito anunciou logo após o jogo a dispensa do jogador. Estreia de 45 minutos, frango determinante para a derrota, abandono do clube e a fuga de táxi. Enfim, um conjunto de "cagadas" que maculam a imagem do alvinegro.


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Situação pitoresca é destaque na imprensa mundial

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Figueirense saiu até no "The Sun"


Além desse episódio, nada deu certo para o Figueirense na noite de terça-feira, a começar pelas fortes chuvas. Num gramado encharcado, o toque de bola do alvinegro ficou inviável. Quem estava nas arquibancadas sabia que o jogo seria decidido num lance fortuito, como uma bola parada ou chute de longa distância.


Com o gol do Boa, seguido por expulsão infantil de Zé Antônio e um pênalti ridículo ainda no 1º tempo, a derrota foi consumada ainda nos 45 minutos iniciais.


Sem conseguir tocar a bola, restou tentar lançamentos.


No fim, uma noite para ser esquecida, mas que será lembrada em forma de "chacota" por muito tempo.