Pela 10ª vez na Série B, Figueirense conta com vitoriosos de 2001 e 2010

No sábado, o Figueirense começa a disputa para retornar à Série A, onde esteve por 12 vezes nos últimos 15 anos. A missão será árdua, mas carrega elementos semelhantes aos de 2001, além do mesmo treinador de 2010.


Como já abordei anteriormente, o novo time e os reforços chegados, faço agora um apanhado das últimas quatro participações do alvinegro na Série B. Em três delas (2001, 2010 e 2013) conquistou o acesso.


2001 - Benazzi + Abimael = Série A


Desde 1979 sem disputar a elite do futebol brasileiro, o Figueirense de Paulo Prisco Paraíso apostou alto para voltar à Série A após mais de 20 anos. 


Depois de um estadual fraco, a diretoria montou um time praticamente novo e no pacote trouxe de volta o artilheiro Genílson (destaque em 1999) e jogadores experientes como Márcio Goiano (atual técnico), Vanin, Simplício, Gilson Batata e cia. Aliados a eles, os jovens Fernandes e Jeovânio e os talentosos Marcelinho e William.


O começo daquela Série B foi ruim, mas, com a chegada do treinador folclórico no interior de São Paulo, Vágner Benazzi, as coisas entraram no rumo certo. O alvinegro conseguiu o acesso depois de uma batalha contra o Caxias, que terminou somente nos tribunais em meados de 2002. A vitória sobre o gaúchos eternizou Abimael, autor do gol de cabeça, na história do Figueirense.


Cristiano Andujar/Meu Figueira
Cristiano Andujar/Meu Figueira

Gol de Abimael sacramentou o acesso do Figueirense após 20 anos


2009 - o início do fim da era PPP


Passados sete anos na Série A (2002 a 2008), o Figueirense caiu para a segunda divisão. Com isso, os ruídos sobre a gestão Paulo Prisco Paraíso, naquele momento distante do clube e mais focado em colocar o Scarpelli na Copa do Mundo 2014, cresceram vertiginosamente.


Com alguns remanescentes de anos anteriores (Fernandes, Wilson) e jovens oriundos da base (Rafael Coelho, Lucas, Talhetti), o grupo do Figueirense foi incorpado por muitos jogadores trazidos pelo empresário Eduardo Uram.


A terceirização do time não deu certo em 2009, mas serviu como base para 2010. No final daquele ano, o Conselho Deliberativo resolveu tirar Paulo Prisco Paraíso e sua empresa (Participações) do comando do alvinegro. A saída definitiva aconteceu em março de 2010 e até hoje a gestão PPP deixa saudades.


Meu Figueira
Meu Figueira

Paulo Prisco Paraíso (à direita) foi o presidente mais vitorioso da história do clube


2010 - a volta do Capitão Márcio Goiano


Com o final da Era PPP, o Figueirense iniciava 2010 com a base do ano anterior e alicerçado no parceiro Eduardo Uram. Novamente, o estadual começou mal e o então auxiliar técnico Márcio Goiano virou o comandante da equipe.


Capitão do acesso em 2001 e dos títulos estaduais de 2002, 2003 e 2004, Goiano mostrou sua competência ao mudar a cara o time. Recuou Maicon (hoje no Grêmio) da camisa 10 para a 8; promoveu os jovens Juninho (lateral-esquerdo) e Roberto Firmino (ele mesmo) e fez do Figueirense novamente um time de Série A.


Parecia que o alvinegro entraria no rumo certo sob o comando de Nestor Lodetti, ajudado pelo então parceiro Wilfredo Brillinger. Tanto é que a base montada por Goiano chegou ao 7º lugar no Campeonato Brasileiro de 2011 com Jorginho de treinador.


Parecia...


MeuFigueira
MeuFigueira

Fernandes era o camisa 10 do time que encantou em 2010


2013 - 4 a 0 eterno


Já sem Fernandes, Wilson, Márcio Goiano, Lodetti e cia, o Figueirense chegou à Série B de 2013 sob desconfiança. Para tentar reconquistar o torcedor, furioso com as expulsões dos maiores ídolos em 20 anos, o presidente Wilfredo Brillinger trouxe o técnico Adilson Batista de volta. Ele teve grande passagem em 2006.


Não deu certo. Aí, optou pela chegada de outro ex-ídolo, o capitão da Série C de 1996, Vinícius Eutrópio. Com a vinda do gerente de futebol Rodrigo Pastana e um time novo no meio da Série B, o Figueirense praticamente lutava pelo impossível. Assim como no filme de Tom Cruise, o "milagre" aconteceu e o alvinegro subiu.


O acesso, no entanto, fica em segundo plano. Cada vez que se fala em 2013, o torcedor lembra do 4 a 0 aplicado no Avaí em plena Ressacada. O time azul estava quase na Série A e o alvinegro praticamente eliminado. A maior atuação na história dos 95 anos de Clássico deu novo ânimo ao Figueirense e ficará marcada para a eternidade.


Tiago Volpi, Rafael Costa, Thiego, Maylson, Saci, Everton Santos e Paulo Roberto foram os principais jogadores daquele acesso.


Figueirense FC
Figueirense FC

Placar histórico foi fundamental para o acesso em 2013


E 2017?


Márcio Goiano é o técnico novamente e terá a missão de conquistar seu terceiro acesso pelo Figueirense (2001 como jogador e 2010 como treinador). Para isso, revive a parceria com Carlito, dirigente em 2001 e de volta ao Scarpelli.


Os nomes são os mesmos, espero que o resultado também seja.


9ª ou 10ª participação na Série B?


Embora o site do Figueirense fale em 9ª vez na Série B, o correto é que o alvinegro disputará sua 10ª segunda divisão. Em 2000, participou da Copa João Havelange. A competição não tinha esse nome, mas o alvinegro estava lá ao lado dos times como Paraná, Paysandu, Caxias, entre outros.


Assim, a 10ª vez começa no próximo sábado, às 19h, contra o Goiás.


As outras nove, foram em 1980, 1985, 1989, 1991, 2001, 2009, 2010 e 2013.