Ninguém é de ninguém no Clássico em 2017

Figueirense FC
Figueirense FC


De um lado, o Figueirense repleto de juniores; do outro, o Avaí focado na final do Campeonato Catarinense. Juntaram-se a isso uma competição boicotada pelos próprios criadores, horário péssimo na véspera do feriado, chuva e apenas três mil torcedores no Scarpelli.


Este foi o terceiro e último Clássico de 2017 e, como nos anteriores, novamente empatado. A diferença é que houve gols. Um para cada lado.


Nas três oportunidades, o ditado se comprovou e quem estava pior se superou e por pouco não venceu. Nesta condição, sempre o Figueirense. Hoje, no entanto, precisava de uma vitória com três gols de diferença para avançar na Primeira Liga, mas goleada não se programa, ela acontece.


No frigir dos ovos, o torcedor alvinegro respirou aliviado por não ter perdido para o rival e também com aquela sensação: "ah se jogasse sempre assim!"


Agora, cada um segue o seu caminho e voltam a se encontrar só em 2018.


Primeira Liga


Sou entusiasta da Primeira Liga, uma competição com um conceito legal e jogos teoricamente mais atrativos que os dos estaduais. O prêmio em dinheiro também é maior em relação ao pago no Campeonato Catarinense, por exemplo.


Mas como me empolgar com uma competição boicotada pelos próprios criadores? Os times, que queriam mudanças e menor peso nos estaduais, usam o reserva do reserva na Primeira Liga e focam nas suas nada interessantes disputas locais.


O Clássico, que geralmente tem de razoável para bom público, nessa noite não chegou a 3,5 mil torcedores, além da inexistente repercussão na cidade antes do jogo. 


Assim, Figueirense e Avaí terminaram eliminados e pouco se incomodaram com tal situação. Talvez prefiram jogar eternamente contra Barroso, Metropolitano, Brusque em seus estádios de futebol amador.