Figueirense segue sua fixação por medalhões

Figueirense FC
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Apresentado nesta terça, Jorge Henrique chega com status de craque, o que não é


Jorge Henrique, este é o novo jogador do Figueirense, apresentado com status de craque. O veterano atacante, cujo passado inclui ótimas passagens por Botafogo e Corinthians e fracas por Internacional e Vasco, engordará a lista de medalhões do alvinegro nos últimos 15 anos.


Exceto Edmundo e Cleber, nenhum deu resultado. Talvez Carlos Alberto nos raros momentos em que atuou entre 2015 e 2016.


De 2002 pra cá, o Figueirense trouxe jogadores veteranos quase todos os anos. A lista inclui Vagner Mancini, Edu Manga, Galeano, Alexandre Gaúcho, Axel, Evair, Pedrinho, Sérgio Manoel, Rodrigo Fabri, Loco Abreu, Zé Roberto, Marcos Assunção, além dos mencionados acima.


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Exemplo de Edmundo ainda é o mantra repetido no Scarpelli


A fixação pelo jogador experiente continua no Scarpelli e pela enésima vez se repete o discurso:



- Se ele jogar o que sabe, vai acrescentar;
- Mesmo parado há meses, é melhor do que os atuais jogadores;
- Serve para a Série B;
- Motivado, é jogador de time grande;
- Se não for para farra, é titular fácil;
- Ninguém dava nada pelo Edmundo e olha o que ele fez pelo Figueira.



Ouvi isso quando vieram todos os medalhões citados e ouço novamente com a chegada de Jorge Henrique. Pior é escutar gente dizendo que ele pode ser meia, que atuou assim e assado pelo Corinthians. 


No mais, Jorge Henrique ganhou a sagrada camisa 10. Veio com status de craque, o que passa longe de sua carreira de jogador brigador/esforçado. No Vasco, perdeu espaço para jovens e desde novembro não joga. Quem sabe aqui faça alguma coisa.


Vamos torcer pelo veterano da vez, esperando o próximo jogador em fim de carreira aparecer no Scarpelli. Ah, não custa lembrar que, em 2017, o Figueirense já trouxe Bill (dispensado), Zé Love (machucado) e cogitou Júlio Baptista.


Enfim, é a tara pelo medalhão que nunca termina!