Figueirense 0 x 0 Avaí: mantida a mística do Clássico

Novamente, o ditado de "quem está pior se supera e joga melhor o Clássico" foi mantido em Florianópolis. Antes do jogo deste domingo, o torcedor alvinegro mostrava pouca confiança quanto ao duelo diante do Avaí. Depois dele, saiu satisfeito e com aquele gosto amargo do empate.


Com Dudu na ponta-direita, Márcio Goiano inviabilizou a principal jogada do adversário: as subidas do lateral-esquerdo Capa. E o Figueirense forte no meio e seguro na defesa, pressionava o rival principalmente com chutes de longa distância.


Era o famoso nó tático de Goiano em Claudinei Oliveira. Era a raça, a vontade de quem estava num pior momento. Era a mística do Clássico mantida!


A lesão de Dudu e a entrada de Ermel mudaram a cara do jogo e o Avaí quase fez o gol. Mas no final, 0 a 0 como fora no Clássico do turno, a reestreia de Márcio Goiano como treinador do Figueirense e o melhor jogo do time até hoje.


O torcedor pode ficar orgulhoso, pois o time mostrou brio, garra, determinação. Se tivesse o mínimo de qualidade no meio e ataque, teria vencido tanto na Ressacada quanto no Scarpelli. Ainda que tenha empatado as duas, renasce a esperança de ver a camisa alvinegra voltar ao seu patamar histórico, bem acima do atual.


Por fim, Márcio Goiano continua invicto diante do Avaí. Podem achar que ele não serve, mas ninguém contesta seu conhecimento sobre o quão importante é jogar contra o rival. 


Enfim, a segunda-feira será leve para o lado preto e branco de Florianópolis!