Figueirense: faltam capacidade e criatividade à direção

Os acumulados tropeços motivaram, nos últimos dias, diversas informações acerca de mudanças no futebol do Figueirense. Segundo as fontes ouvidas por alguns membros da imprensa de Florianópolis, viriam reforços e sairiam profissionais. 


Nada disso!


Nesta quarta-feira, o superintende de esportes Léo Franco convocou entrevista coletiva para dizer que não sai e não chega ninguém. É sério! Chamou a imprensa, criou expectativa e só. 


Sinceramente, acho que Léo Franco não é o culpado pela má fase do Figueirense, mas tem grande parcela. Trouxe jogadores indicados pelo treinador Marquinhos Santos, que já deixou o clube. Além disso, buscou nomes de qualidade duvidosa e histórico recente fraco. Ainda se baseou em números frios para trazer Bill, artilheiro da Série B e reserva em todo o returno no Ceará.


Nesse contexto, veio Dirceu. Zagueiro com passagem péssima pelo Avaí em 2011. Talvez, Léo Franco nem saiba do histórico do defensor, achando que como ele tinha moral em Londrina, o torcedor compraria a ideia. Ainda veio o experiente Leandro Almeida, num elenco que tem Marquinhos, ou seja, três zagueiros acima de 30 anos.


Everton, Hélder, Anderson Aquino e Juliano trabalharam com Marquinhos Santos e vieram como homens de confiança. Um já saiu e os demais não mostraram futebol. E o pior, o Figueirense tem outro treinador.


Figueirense FC
Figueirense FC

Principal indicação de Marquinhos Santos, Everton apresentou pouco futebol e já deixou o Figueirense


Assim, os indicados por Marquinhos Santos terão que convencer Márcio Goiano. Este tem recorrido aos jogadores da base, ou seja, quem veio como reforço não agradou.


E o pior ainda está por vir, pois Léo Franco fala na chegada de dois meias, um deles Alan Mineiro, ex-Corinthians e atualmente na Ferroviária. Precisando de armador, o dirigente recorre a um segundo volante, pois Alan Mineiro não é e nunca será camisa 10. O Figueirense ainda tentou o retorno de Ygor, mas falta grana, pois o orçamento com Zé Love (operado da hérnia) consome R$ 80 mil mensais.


Dessa forma, amigos, o cenário é preocupante. Sem dinheiro, não tem como dispensar essa nabarada indicada por Marquinhos Santos. Contratar no afogadilho também está fora de pauta, haja vista que as inscrições para o Campeonato Catarinense encerram na sexta-feira. E quando terminarem os principais estaduais, o Figueirense disputará os reforços com os 20 times da Série A e outros 6 ou 7 do mesmo nível na Série B.


Em 2016, o ex-superintendente Cleber Giglio falou em antecipar etapas após um péssimo estadual. Trouxe um monte de jogador e o final todos vimos. Em 2017, não há dinheiro, mas o início foi novamente errado. Espero que o final seja feliz.