Figueirense apela pra base e se dá mal

Figueirense FC
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O Figueirense começou a partida deste domingo, quando perdeu para o Brusque por 2 a 0, com cinco jogadores da base. Exceto o zagueiro Bruno Alves, os demais tinham menos de 20 anos (Dudu, Morassi, João Pedro, Patrick). Ainda entraram Ermel e Índio, também formados no Scarpelli.


Dos 14 atletas usados por Márcio Goiano, metade vem das categorias de base.


Isso não ocorre porque o Figueirense tem a política de privilegiar seus jovens talentos, mas sim pelo fato de o alvinegro ter um elenco horroroso. Falta qualidade e competência na hora de contratar.


Sem Juliano, Zé Love, João Paulo e Yago machucados, o treinador Márcio Goiano tem à sua disposição gente do quilate de Dirceu, Hélder, Bill e Josa, que são jogadores nota 4. Se entrarem num time acertado, até rendem, mas ruim com ruim não tem como ser bom.


Dizem que o segredo do sucesso é mesclar jovens com experientes. Márcio Goiano sabe disso e nas outras duas passagens pelo Figueirense conseguiu fazer com competência. A prova é que revelou Roberto Firmino, Clayton, Juninho e ajudou na formação de Lucas, William Pottker, entre outros.


Sem qualidade, o uso da base provocará o efeito contrário, pois bons valores serão "queimados" e a culpa dos fracassos, como o deste domingo, recairá sobre eles. 


Enfim, o Figueirense errou feio ao trazer atletas como os citados acima e agora quer consertar o estrago com a gurizada. Só vi um exemplo no futebol igual a este dar certo: o Santos de 2002. Robinho e Diego, no entanto, não aparecerão no Scarpelli.


É triste o que fazem dia após dia com o maior campeão de Santa Catarina.