Cruzeiro goleia no jogo do 'se'

Desde o apito final na partida no Mineirão que consagrou o Cruzeiro mais uma vez campeão mineiro, fiquei com uma música na cabeça e que gostaria de compartilhar com vocês:


Chora!
Não vou ligar
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar
Mas chora!


Uma vez escutei de um sábio amigo que os verdadeiros vencedores comemoram os seus títulos, enquanto os maus perdedores justificam suas derrotas. Todo mundo fala que o título do campeonato mineiro não tem valor, mas isso até perdê-lo. Melhor que ganhar a taça da 'Tropeiro League' é ver o diretor do time alvinegro entrando em campo e recordar a velha e boa chacota da 'quadrilha do apito'. Essa foi a cereja do bolo!


Gualter Naves / Light Press
Gualter Naves / Light Press

No ritmo de conquista de Campeonato Mineiro pelo Cruzeiro neste século, na próxima década já seremos o maior campeão estadual no futebol


Mas se o juiz tivesse marcado o pênalti – que não existiu – sobre o atacante alvinegro cai-cai que estava impedido, até que o Atlético-MG poderia ter feito o seu gol de honra e assim refazer o histórico placar que tanto alegra a torcida cruzeirense e os jogadores quando vão atuar na arena Geraldo Magela. Ainda tem dúvida se ele estava impedido ou não? Sou daqueles que uma imagem vale mais que mil palavras.


Reprodução/Rede Globo
Reprodução/Rede Globo

Para os torcedores alvinegros a regra mudou: fora da área e impedido agora é pênalti!


E é bom ver que o torcedor e o dirigente do time de Vespasiano têm memória curta e não se lembram que na final do Mineiro de 2013, o mesmo Vuaden marcou um pênalti inexistente do zagueiro Léo sobre o Luan e determinou a história do jogo e do campeonato. Coloque em 11min16s e relembre:



Mas considerando que o Atlético-MG tivesse marcado seu tento em um pênalti inexistente e com um jogador impedido, começo a contar então as chances claras de gols perdidas pelo Cruzeiro.


Se a bola do Lucas Silva, que caprichosamente beijou a trave no começo do jogo, tivesse entrado o placar estaria em 1 a 0.


Se o Éverton Ribeiro tivesse caprichado um pouquinho mais na cavadinha e a bola não tivesse saído pela esquerda do gol estaríamos vencendo por 2 a 0.


Se a bola que bateu nas costas de um lateral alvinegro e sobrou limpa para o Júlio Batista não tivesse sido defendida pelo Victor e a bicicleta do mesmo JB tivesse entrado no ângulo, além de ser digna de uma placa no Mineirão e de entrar para a história dos clássicos e das finais, decretaria o começo da goleada nessa altura o jogo já estaria em 4 a 0.


Gualter Naves / Light Press
Gualter Naves / Light Press

O 'tanque' JB teve no clássico uma das suas melhores atuações no ataque celeste.


Se o 'Dagolberto' não tivesse ficado tão pilhado por receber faltas revezadas dos carniceiros do Leandro Donizete e do Pierre, talvez ele tivesse marcado e o placa estaria em 5 a 0.


Por fim, se depois daquela roubada de bola no meio de campo no segundo tempo, em que o Júlio Batista saiu em velocidade e rolou para o Ricardo Goulart, se ele tivesse acertado o chute e colocado a bola bem no ângulo direito como queria, estaria decretado o placar de mão cheia para mim (para quem não sabe tenho 6 dedos na mão direita). Pronto, esse seria o resumo do 6 a 1 na final do Mineiro.


ESPN.com.br: Veja os melhores momentos de Cruzeiro 0 x 0 Atlético-MG


Parabéns ao Cruzeiro, seus jogadores, comissão técnica e torcida, que vêm dando um show desde a temporada passada. Ganhar um Campeonato Mineiro, invicto, tem significado sim. Um passo de cada vez. Agora que veio o primeiro título do ano no futebol, vamos comemorar e voltar o foco para a Libertadores.


Pois, como canta a China Azul, Libertadores é raça e nós queremos a taça.


Parabéns, seus campeões!