Na novela 'Libertadores', o nome do mocinho é Cruzeiro

A história para um time ser campeão da Libertadores é bem parecida com o roteiro de uma novela. Geralmente os folhetins começam frios, cheio de expectativas, com diálogos eloquentes e muitos mistérios. O mocinho logo no começo leva um duro golpe e a partir desse momento ele começa a traçar e fazer a sua trajetória épica. Passa por algumas dificuldades e, em alguns momentos, é até desacreditado pela maioria. Mas no fim ele chega ao seu objetivo. Notaram alguma semelhança?


Dentro de campo, Cruzeiro e Real Garcilaso não merece muita analise tática. A Raposa matou a partida no primeiro tempo, jogando com intensidade e raça, e dominou o segundo tempo com inteligência e evitou um desgaste inútil. O time não correu risco em nenhum momento e se preservou para as decisões que estão por vir.


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Gualter Naves / Light Press
Gualter Naves / Light Press

Cruzeiro chegou à importante marca de 48 vitórias dentro do Mineirão pela Libertadores


Os três pontos mostraram a força da camisa azul na competição. Somos o time brasileiro com maior número de vitórias no torneio. São 80 vitórias em 134 jogos. Para quem vier falar que o São Paulo também tem 80 triunfos, lembre que os paulistas têm 157 partias disputadas. Então, pelo aproveitamento, podemos bater no peito e afirmar que somos um time de tradição. Jogando no Mineirão, foram 60 jogos, com 48 vitórias, sete empates e apenas cinco derrotas. Não é à toa que somos chamados de 'La Bestia Negra'.


O caminho para o título da Libertadores nunca é tranquilo. Agora não tem mais essa de escolher adversário e o velho chavão de que cada partida será uma final passa a ser verdade. Existem muitos times bons nesta edição, ignorados por grande parte da arrogante imprensa brasileira, como o Velez, Newell’s, León, Defensor e Cerro.


A torcida também deu show no Mineirão. Quase 45 mil loucos empurraram o time durante os 90 minutos e fizeram uma bela homenagem ao Tinga. No começo da partida, após cantar o nome dos jogadores titulares, o nome do volante celeste foi ecoado aos berros no Gigante da Pampulha. E o fato se repetiu diversas vezes durante o jogo. Foi de emocionar e serve de exemplo para as outras torcidas.


Gualter Naves / Light Press
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A China Azul teve papel fundamental na vitória e ainda deu um exemplo de homenagem ao Tinga


Não importa agora quem vier nas oitavas de final. A única certeza é que não vai ser moleza. Estamos mais fortes, mais confiantes e mais experientes. Para os que duvidaram da força do Cruzeiro, estamos aí para calar a boca de tudo e de todos.


Mas antes, vamos concentrar as forças para conquistar mais um querido ‘rural’ e levar para a sede no Barro Preto o troféu 'Tropeiros League'.