Cruzeiro trocou uma vitória épica por um empate doloroso

Marcello Zambrana/Light Press
Marcello Zambrana/Light Press

Thiago Neves foi um dos destaques do Cruzeiro no primeiro tempo, mas na segunda etapa, assim como todo o time, sumiu dentro de campo


Antes desta partida pelas quartas de finais da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Palmeiras, disse que o empate seria um bom resultado para o time celeste. Disse e continuo afirmando isso. Só que ter saído na frente com os 3 a 0…


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Reafirmo, o resultado não é ruim. Ruim foi a forma como ele foi construído ao longo do jogo. Para o torcedor e para os jogadores que falaram após a partida, a sensação é de um gosto amargo. E mais uma vez ficou comprovada que a qualidade do setor ofensivo celeste é imensamente superior ao defensivo.


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A dupla de zaga Leo e Caicedo não funciona bem. Os dois estiveram envolvidos em todos os lances dos tentos do Palmeiras. Mas as mudanças no meio de campo também avacalharam o esqueleto celeste.


Mano tem que estar ciente que meio de campo também decide. E muito. As trocas de Romero e Cabral por Hudson e Henrique desestabilizaram o setor de marcação azul. Os dois jogadores entraram muito mal na partida, muito lentos, errando passes e tempo de marcação. A Raposa acabou perdendo a qualidade na saída de bola.


A ida ao céu e ao inferno do Cruzeiro, em questão de 45 minutos, mostra a instabilidade e irregularidade do time do Mano. Se no primeiro tempo o time jogou com inteligência, no segundo faltou ela.


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Nem o mais otimista dos cruzeirenses acreditaria que o primeiro tempo do Cruzeiro seria tão certeiro e que o time só precisaria de três chutes para fazer três gols. Tiveram jogadas bem trianguladas, troca de passes de forma eficiente, marcação no campo adversário e contra-ataques mortais. É o time que o torcedor quer ver.


Marcello Zambrana / Cruzeiro
Marcello Zambrana / Cruzeiro

O Cruzeiro do primeiro tempo é o Cruzeiro que o torcedor quer ver!


Nem o mais pessimista dos cruzeirenses acreditaria que o time atuaria tão mal nos 45 minutos finais. O segundo tempo foi o Cruzeiro que, infelizmente, estamos acostumados a ver. Time jogando em blocos, mas distante. Zaga desprotegida. Erros de marcação. Saídas no chutão. E ataque perdendo as poucas chances criadas.


Não desmerecendo a equipe do Palmeiras, que tem um dos melhores planteis do futebol nacional, mas não se pode sair do primeiro tempo, num mata-mata, ganhando de 3 a 0, e ceder o empate.


Era para termos saído praticamente classificados para a próxima fase. Agora, é saber jogar no Mineirão no jogo de volta, no fim de julho. Coisa que me preocupa se olharmos os retrospectos das últimas decisões que fizemos em casa.


Marcello Zambrana/Light Press
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No final do jogo até o Fábio estava apelando com o Caicedo dentro de campo


De olho no clássico de domingo, o treinador do Cruzeiro precisa trabalhar o psicológico dos jogadores, para não deixarem se abalar com essa partida de 8 ao 80 - ou melhor, de 80 ao 8, e também refletir se não seria o momento de fazer uma alteração na zaga e voltar com o jovem Murilo ao lado do Leo ou de Caicedo. 


Marcello Zambrana/Light Press
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A dupla Leo e Caicedo, definitivamente, não funcionou em campo