Chapecoense e Cruzeiro: um jogo para se esquecer

Site Oficial Cruzeiro
Site Oficial Cruzeiro

O ataque celeste até que teve chances de marcar contra a Chape, mas a falta de pontaria colaborou para o placar ficar no 0 a 0


Dizem que devemos aprender com os nossos erros e falhas para não repeti-los. Isso é algo intrínseco ao ser humano. Mas parece que não valeu muito bem para o Cruzeiro na Copa do Brasil.


Após a primeira partida contra a Chapecoense, escrevi aqui mesmo no blog que aquela foi a pior atuação do Cruzeiro na temporada. Foi um jogo ruim, mas muito ruim mesmo. De ambas as equipes, pois os dois times estavam mais com as cabeças voltadas para as decisões dos estaduais que na vaga para as quartas de final da competição nacional.


O time do Cruzeiro segue irritando e fazendo os torcedores perderem a paciência dentro de campo. A comemoração ao fim do jogo mostrou isso. Não que falte vontade por parte dos atletas, mas o esquema do Mano não está ajudando ninguém.


Compreendo, entendo e dou um voto a mais de confiança ao Mano por estar sem Sóbis, Arrascaeta e Robinho para criação no meio de campo e sem Ezequiel na lateral, mas ele precisa saber usar melhor as peças que tem em mãos. 


Começando da frente para trás. O esquema de falso 9 com o Ábila não vai funcionar nunca. Nem aqui e nem na China. O cara marca, flutua, tem que receber e dominar, tudo isso no meio de dois ou três zagueiros. O Ábilão é cara de finalização. De um toque só. A bola tem que chegar para ele finalizar. E não pensar.


O meio de campo com três volantes não é problema algum. Ao fim da partida, usamos 5 jogadores dessa posição dentro das quatro linhas. O que não pode é desvirtuar a qualidade dos jogadores em privilégio do esquema tático. Se estamos com os dois principais criadores de jogadas machucados e o treinador quer um volante distribuindo o jogo, que seja essa cara o Cabral e não o Hudson. O Hudson sabe é roubar bola e não sair jogando ou finalizar. É assim que ele está sendo um monstro no meio e é assim que deve ser.


Márcio Cunha / Cruzeiro
Márcio Cunha / Cruzeiro

Se for escolher um volante no esquema com 3 para sair com a bola, que esse volante seja o Cabral e não o Hudson


A defesa celeste é o setor que vem se mostrando mais estável neste período pós-Mineiro e vexame na Copa Sul-Americana. A volta do Fábio (A Deus Toda Glória) em ótima fase e o bom posicionamento do Caicedo e do Leo (acreditem, não estou zoando) tem segurando bem os ataques adversários.


Site Oficial Cruzeiro
Site Oficial Cruzeiro

Fábio, em noite inspirada e abençoada, salvou o Cruzeiro de mais uma eliminação na temporada


Já escrevi em outros textos e repito aqui: não tem problema algum o Cruzeiro jogar chamando o adversário e explorando os contra-ataques. Vencendo, classificando e trazendo os 3 pontos está de bom tamanho. Só que, para isso, os nosso atacantes têm que ser mais eficientes e não podem perder as chances que aparecem. Contra a Chape, o Cruzeiro teve quatro chances claras de gol e desperdiçou todas. Falta de treino ou de qualidade nas finalizações?


Sobre os acontecidos fora de campo, como a atitude do Mano Menezes em atrapalhar um lateral e da confusão ao fim do jogo nem preciso falar que são cenas lamentáveis, né?


O técnico celeste estava errado na atitude dele. O presidente da Chape estava errado em tirar satisfação com atleta celeste. O Diogo Barbosa estava errado em jogar o copo d’água. O Mancini estava errado em chutar a porta do vestiário. E o torcedor da Chape que jogou a pedra do quarto árbitro está mais errado ainda. Que os responsáveis sejam punidos e que se passe uma régua nesse assunto.


O importante é que agora o Cruzeiro chega pela 11ª vez às quartas de final da Copa do Brasil, em 21 participações. Pela escrita, das outras dez vezes que chegamos a essa fase, passamos em 8 para as semifinais. Isso sim é ser um time copeiro. Mas se mantivermos o futebol que jogamos contra a Chape, não acho que teremos muito o que comemorar. Independente de quem for o adversário e da nossa tradição.