Que o lance do gol contra o São Paulo sirva de inspiração para o Cruzeiro

Washington Alves/Cruzeiro
Washington Alves/Cruzeiro

O gol no segundo tempo foi a redenção de Ábila pelo tento perdido na primeira etapa


Time pressionado. Jogo difícil e contra um carrasco também pressionado. Equipe desfalcada. E clima mais que pesado pela perda do título mineiro e pelo vexame no Paraguai pela eliminação na Sul-Americana. Ingredientes de sobra para uma 'partida bomba'. Por sorte, ela estourou para o lado do time do Morumbi.


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O Cruzeiro não jogou bem, mas fez pelo gasto para sair com os primeiros três pontos do Brasileirão. O primeiro tempo foi de queimar a retina com o futebolzinho apresentado pelas duas equipes. E o gol que o Ábila perdeu foi o momento brasa na vista.


Tudo bem que o time estreou com uma equipe praticamente reserva, reforçado com 4 ou 5 titulares e improvisando jogadores. É difícil cobrar futebol com essas circunstâncias e tantos desfalques. Mas com isso fica a questão: será que se estivesse o time completo o futebol do Cruzeiro seria mesmo outro?


A Raposa marcou logo no começo do segundo tempo em uma jogada que vejo mais méritos do ataque celeste que falha da defesa são paulina. Um momento de criatividade, oportunismo e ousadia que o time do Mano, definitivamente, não tem demonstrado. Méritos de Henrique, que cobrou rapidamente o lateral, de Alisson, que conseguiu acertar o cruzamento (aleluia), e de Ábila, que não pixotou na finalização.


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Depois isso, foi simplesmente mais do mesmo do time do Mano. Um Cruzeiro que chama o adversário, que se propõe ao contra-ataque, mas que, na prática, não contra-ataca. O técnico da Raposa insiste nessa teimosa estratégia que ainda pode sair muito caro para ele.


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Para seguir essa tática de jogo, o Cruzeiro precisa reduzir drasticamente as falhas e erros de passe no último terço ofensivo. Essa é a área do campo vital para um time que se propõe a jogar no contra-ataque. Alisson e Arrascaeta são essenciais para que o esquema dê certo. Os dois têm qualidade de sobra. Para o primeiro, é mais confiança e torcer para não ter nenhuma lesão; para o segundo, um pouco mais de vontade e ânimo em jogar.


Espero que esse nervosismo e ansiedade da estreia, acompanhada da carga negativa da última semana, tenham passados com a vitória e a conquista dos três pontos. Agora é uma semana de treino para a primeira partida fora contra o Sport, que é sempre uma pedra no nosso sapato.


Aguardo que as voltas de Robinho e Cabral deem uma considerável melhora no meio de campo celeste. A chegada de Rafael Marques também abre uma nova opção no ataque, com um novo jogador de frente e de boa estatura.


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Não falo neste momento que vamos brigar pelo título, mas vamos incomodar bastante e ficar ali na prateleira de cima da tabela. Precisamos e temos que melhorar muito. Acredito nas condições de beliscar uma vaga direta para a Libertadores.


E você, o que achou da partida contra o São Paulo e sobre o Cruzeirão cabuloso neste Brasileirão 2017? Deixe a sua opinião nos comentários. ;)