A cada derrota, uma desculpa: Cruzeiro precisa assumir sua culpa

Resenhando com a galera do Twitter hoje de manhã, me lembrei daquele episódio do Barrichello que, prestes a vencer sua primeira corrida na carreira e faltando poucos metros para cruzar a linha de chegada, acabou cedendo o lugar para o Schumacher. As palavras do Cléber Machado ao narrar o episódio se tornaram o mantra por excelência de quem morre na praia. E ao perder mais uma chance de entrar no G6, o Cruzeiro já tem se tornado perito nesta modalidade.


Hoje sim, hoje sim... hoje NÃO!


O que chateia de verdade, além da atitude fria do time e da inoperância de certos jogadores, é o deboismo excessivo da torcida que, por algum estranho motivo, vem aceitando uma situação que pode se tornar altamente perigosa. A presença na fase semifinal da Copa do Brasil não pode esconder as enormes deficiências do time para definir os jogos. Não conseguir sustentar uma vantagem ou não saber reagir a um placar adverso têm se tornado constantes de um time que tem potencial, mas não o explora.


A sensação que fica é que o time vai priorizando determinadas competições em detrimento de outras, seja por uma questão de prestígio, seja por falta de cobrança por parte da torcida, que vai aceitando as migalhas que são oferecidas de forma homeopática. Isso parece satisfazer a galera do Apoio Incondicional, que vai calando aquela torcida mais tradicional que na década de 90 e 2000 criticava toda derrota em clássico (hoje isso virou tabu).


Para completar esse cenário apocalítico, a diretoria vem concentrando todas as suas atenções no pleito, que já se configura como o mais baixo dos últimos tempos. Há gente que não quer largar o osso, apesar dos fracassos administrativos e esportivos dos últimos tempos, e os ataques proferidos por perfis fakes nas redes sociais têm se tornado um contratempo chato para quem não compactua com o atual momento do time. Tecer críticas é algo cada vez mais difícil.


No dia em que a torcida celeste comemorava os 20 anos do bi da Libertadores, o Cruzeiro mais uma vez jogou o suficiente para dar aquele gosto agridoce de uma derrota que não causa raiva. Alguns preferiram atribuir a derrota ao fato do time estar se poupando para o compromisso de quarta contra o Grêmio; outros criticam a atuação do juiz, que deu um pênalti 'mais ou menos' polêmico. No final das contas, entre mortos e feridos, todos se 'salvaram'. Infelizmente!


GazetaPress
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Sóbis precisa jogar mais, o time depende dele


A verdade é que, mais uma vez, o Cruzeiro deixou escapar outra preciosa chance de se estabelecer no G6 contra um time fraco e altamente pressionado. Ao contrário do que vem acontencendo, as derrotas precisam acender o alerta, afinal, nos últimos 20 jogos acumulamos apenas 5 vitórias. Time em evolução, como alguns vêm apontando? Não creio.


O que me resta é rezar para que o time supere todas as suas limitações contra o Grêmio, na próxima quarta-feira, e faça um jogo digno. E que jogadores tidos importantes voltem a mostrar o bom futebol de antigamente, principalmente Rafael Sóbis. Temos camisa para voltar de Porto Alegre com um resultado importante, mas é primordial que jogadores, diretoria e o torcedor estejam novamente cientes da grandeza desse manto.


E chega de chorar arbitragem!


Saluti Celesti