Cruzeiro 3 x 3 Palmeiras: nunca um segundo tempo foi tão desnecessário

Juro, admiro o otimismo de quem ainda consegue enxergar copo meio cheio num empate com o sabor amargo da derrota. Eu sequer consigo ver copo meio vazio. Para mim, ele está furado, não adianta colocar água que fatalmente irá escorrer pelo buraco da incompetência do Mano em armar o time, e do descomprometimento e da péssima qualidade de certos jogadores, principalmente na zaga.


De uns tempos pra cá, costumo brincar que certos jogos não precisam do segundo tempo, ainda mais considerando a tendência ao vacilo do nosso time quando precisa segurar o resultado. Mas ontem todas as definições de desnecessário foram atualizadas com sucesso. Como pode um time mudar totalmente sua postura de um tempo para o outro, deixar o adversário recuperar três gols em menos de vinte minutos e ver a quase certeza da classificação ir pelo ralo?


Meu sangue ferveu! Ferveu porque ninguém esperava aquele primeiro tempo perfeito, nem mesmo a imprensa que até então havia cravado uma vitória tranquila do tal time da moda, o Palmeiras. Então vieram os três gols e o moral foi lá em cima, o orgulho renovado e a sensação de euforia tomou conta da Nação Azul, embora o receio de uma reação do time adversário estivesse bem vivo em nossos corações.


No passado recente, o Cruzeiro tem colecionado uma série nada invejável de revés negativos incríveis. Ainda estão impressas na memória aquele vexame histórico contra o River, em 2015, a derrota melancólica pelo Once Caldas, em 2011 e a própria final da Libertadores em 2009 contra o Estudiantes de Verón. Gatos escaldados que somos, só acreditamos depois do apito final. E o revés veio pontual, rápido e nada indolor, escancarando nossas fraquezas na defesa e a incapacidade de dominar um jogo.


GazetaPress
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A gente foi feliz por 45 minutos


A classificação para as semifinais da Copa do Brasil agora passa pelo fator emocional. Afinal, o time considerado morto ressurgiu das cinzas e já conhece nossos pontos fracos. Já o time que estava com a classificação na mão resolveu arregar e agora precisa segurar o ímpeto do adversário.


Mas muitos acham que o empate recheado de gols na noite de ontem foi um baita resultado para o Cruzeiro. Comemoram outro jogão protagonizado pelo bipolarismo deste time que joga como nunca e não ganha como sempre. Já eu continuo tendo pesadelos recheados de Leos e Caicedos entregando a paçoca para os atacantes adversários, com o beneplácito de Mano e da incompetente diretoria celeste.


Dificil cravar o resultado do jogo de volta, pois realmente não faço ideia do comportamento desses jogadores. Eu só espero que respeitem nossa camisa. E isso vale mais que qualquer resultado ou jogão. Como diria aquele famoso treinador: "vamos aguardar!"


Saluti Celesti