Com o time que tem, Cruzeiro não precisa sofrer tanto

Cruzeiro classificado, eba! E nóis tá como? Tudo infartado!


Pois é, parece que este ano o já aflito coração cruzeirense dificilmente terá tréguas e o jogo contra o São Paulo foi uma ‘pequena’ amostra daquilo que nos espera daqui para frente. Domingo será a vez do Coelho na semifinal do Mineiro, depois vêm os mata-matas da Primeira Liga, Sulamericana e Copa do Brasil. E é só adversário cabeludo. 


Definitivamente, o torcedor celeste não está acostumado com o modus operandi do Mano. O jogo excessivamente pragmático do time comandado pelo gaúcho está deixando todo mundo de cabelo em pé. Cada partida tem se tornado verdadeiro teste para cardiáco. E precisava? Eu acho que não.


Alguns se dizem satisfeitos com os resultados imediatos desse tipo de jogo reativo, mesmo que este não seja característica típica do Cruzeiro, um clube que sempre buscou proporcionar um futebol mais agressivo. E até desconfio que esta também não seja característica do atual elenco celeste. Quem tem em seu time jogadores do quilate de Sobis, Neves, Arrascaeta, Robinho e cia imagina ver um mínimo de espetáculo em campo. E quando digo espetáculo, não estou me referindo às firulas ou aos gestos técnicos, mas sim a um jogo mais propositivo, mais voltado ao ataque.


Contra o São Paulo foi excessivamente sofrido! Uma coisa é jogar com o regulamento de baixo do braço, outra é se expor de forma ridícula à pressão do adversário. No domingo anterior sofremos da mesma forma contra um adversário menos qualificado e quase perdemos o jogo. Contra times mais tarimbados, como o São Paulo, nem sempre será possível contar com a sorte, a falta de pontaria do adversário ou o Sobrenatural de Almeida fazendo o serviço a favor do Cruzeiro. 


Evidentemente, esse estilo pragmático, executado dessa forma, tem prazo de validade. Por isso, minha torcida é para que os jogadores consigam absorver a filosofia do Mano o mais rápido possível. Eu não me importo se o Cruzeiro joga na retranca, desde que saiba se defender de forma segura e compacta, executar rapidamente as transições e ser fatal nos contra-ataques.


GazetaPress
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Alô, Rogério, o meu mais sincero 'toma'


Do resto, foi bom ver o Rogério Ceni enlouquecido à beira do gramado e Thiago Neves marcar um gol bem parecido com aquele sofrido pelo treinador são-paulino tomou lá em 2000, em plena final de Copa do Brasil.


Ah, ser cruzeirense é bom demais, mas não tá fácil, amigo!