Cuidado: Mequinha costuma virar Coelhão quando enfrenta o Cruzeiro

Um dos grandes mistérios do futebol diz respeito ao curioso caso do América, um clube que já teve grandes glórias em solo mineiro, entre eles o imbatível recorde do decacampeonato da década de 20, mas que hoje não passa de mero coadjuvante no certame regional.


Exceto algumas raras presenças na primeira divisão, o Mequinha, como é carinhosamente apelidado pelos rivais citadinos (mas ai de falar isso na presença de um americano), é essencialmente um clube que vive lutando para subir para a elite do futebol brasileiro, repleto de presidentes e nem tanto de adeptos.


Vez em quando, cruzeirenses e atleticanos 'apoiam' a causa verde quando o América enfrenta o respectivo rival e, na falta de jogos de Cruzeiro e CAM, vão ao Horto curtir uma tarde de futebol. Não estaria mentindo se dissesse que o clube americano tem um cantinho, mesmo que mínimo, no coração do torcedor mineiro. Mas para o torcedor celeste as coisas não são tão amistosas bem assim.


É costume dizer, e os fatos comprovam, que o América sempre engrossa quando enfrenta o Cruzeiro. Pode estar tropeçando contra times menores, fazer uma campanha horrível, mas, quando o adversário veste a camisa cinco estrelas, o América vira o bicho!


Em 2016 fomos eliminados nas semifinais após um verdadeiro desastre no Horto. No primeiro jogo foi 2 a 0 para o América. Já no Mineirão, o empate não foi suficiente para reverter a vantagem americana. Em 2012, duas derrotas para o América decretaram a eliminação celeste da final daquele ano.


A partida quase perfeita do América no último domingo reforça a tese. Não fosse pelo goleiro Rafael e por um lampejo do Neves, o Coelhão teria saído com uma boa e justa vitória. Se defendeu de forma sólida e consistente, ocupou melhor os espaços no meio-de-campo e ainda pressionou a saída de bola adversária. Aplicação tática digna de final de Champions League. Já o Cruzeiro, exageradamente tímido, ficou apostando numa única jogada pelo lado esquerdo do ataque, perdendo todos os rebotes. Preocupante? Sim!


GazetaPress
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Golaço do Neves estraga a festa americana. Mas que sufoco!


O último invicto do futebol mundial ainda joga com a vantagem no jogo de volta, mas não será fácil. O Coelhão vai mais uma vez infernizar e partir para cima como um touro. Se o time celeste quiser ir para a final, não basta apenas ser melhor em tese, tem que ser melhor no campo. Tem que agredir, assustar e, principalmente, acertar sua pontaria.


Muita coisa estará em jogo no domingo: o direito a disputar a final, a manutenção da invencibilidade, a queda da ‘freguesia’... Que o Cruzeiro venda caro tudo isso e, se possível, com o sangue nos olhos!


Zêirooo!!!