Cruzeiro 2 x 1 Caldense: deu para o gasto

Muitas vezes me pergunto se futebol tem que ser encarado apenas sob o ponto de vista do resultado, ou se o espetáculo proporcionado pelo time também tem que entrar na conta. O resultado de ontem à noite contra um adversário regional bastante desfalcado foi suficiente para continuar no embalo dos primeiros colocados no campeonato mineiro, mas demonstra uma certa atitude preguiçosa. É como se os jogadores já entrassem com uma cota de energia pré-estabelecida dependendo do nível de dificuldade que o adversário pode oferecer.


O que me intriga é: afinal, quem determina isso? Muitas vezes, análises equivocadas podem provocar resultados indesejados, como foi o empate contra o URT, por exemplo. Se hoje os erros de percepção podem ser facilmente contornados pela ‘facilidade’ das competições regionais, a médio prazo vão com certeza frustrar as grandes expectativas da torcida que finalmente voltou a acreditar no potencial do time.


Aí vai dosando as energias aqui, poupando alí e de repente o modus operandi meia bomba adotado para alguns jogos vai se tornando uma constante chata e perigosa. Vale a pena poupar força e foco logo naqueles jogos que seriam pra encher o balaio de gols e elevar o moral de determinados jogadores?


Preguiça é um virus que costuma se alastrar se não controlada. Uma distração e estamos fora de uma competição importante. Então vale, sim, entrar focado e manter a concentração até o apito final, evitando aqueles gols idiotas que, além de prejudicar um dos critérios de classificação, também coloca água no chopp dos guerreiros que se fazem presentes no Mineirão, em plena semana, para assistir jogo do campeonato mineiro.


GazetaPress
GazetaPress

Em noite de artilheiro, 'Tierry' Henrique comemora um dos seus dois gols no jogo


Sobre o jogo, nada a acrescentar. Fiquei tão contajado pelo ritmo lento do jogo que fiquei com preguiça até de tentar analisar jogadas e esquemas. Tenho apenas alguns adendos a fazer.


Primeiro entre eles: Alisson. O que aconteceu com esse cara? Já virou piadinha na internet. O cara entra e não acontece nada, exceto aquele chute que segue o mesmo roteiro de sempre: colocado, tirando do goleiro. De tanto insistir, uma hora o gol acontece. Mas enquanto isso, Rafinha e Thiago Neves vão criando seus espaços no Cruzeiro e não vai restar mais nada para o menino Alisson a não ser um empréstimo para um time mediano do futebol braslieiro.


Também não entendo a insistência do Mano com o jogador, com Rafinha pedindo passagem e o Ábila precisando aumentar sua artilharia. Mas, enfim, há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia, entre elas estão as decisões do nosso treinador. Continuo prestigiando seu ótimo trabalho frente ao Cruzeiro, mas não vou me eximir de observar certos detalhes.


Continuo acreditando muito no Cruzeiro em 2017, mesmo com esses ataques súbitos de “malemolência aguda”. Mas se for entrar para jogar apenas 60 minutos, por favor, avisem com uma certa antecedência para a galera curtir os demais 30 minutos fazendo coisas mais úteis que ver o Alisson dando petelecos na bola. Tipo assistir seriado no Netflix, por exemplo


Saluti Celesti