São Francisco: goleado pelo Cruzeiro, mas feliz

Fala, Nação!


Quero propor ao leitor um exercício de pura imaginação: imagine seu time de casados da empresa receber um convite para participar de um jogo-treino contra uma potência do futebol nacional num estádio que já foi palco de grandes conquistas internacionais.


Imagine pisar no gramado impecável do Mineirão e conferir de um ângulo privilegiado as majestosas estruturas do Gigante da Pampulha. Demora um pouco a se acostumar com o brilho dos refletores, mas aquilo certamente será o menor dos seus 'problemas'.


GazetaPress
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Já pensou jogar contra esses três monstros sagrados?


Paulão da Contabilidade e Jorge de Recursos Humanos terão a ingrata tarefa de conter as investidas de atacantes consagrados, como Thiago Neves e Rafael Sobis. Coitados.


Já Marcão e Reginaldo, ambos do setor de TI e donos de uma invejável circunferência abdominal, serão responsáveis pela marcação homem a homem de Arrascaeta e Robinho. Sem chances, amigos.


No meio você, Montanha, Fredinho e Lindomar e lá na frente Armando 'bola-murcha' e o Cidinho Mané, que em comum com o Garrincha só tem o apelido e a perna torta.


Seu Carlos, o dono da empresa, prometeu férias coletivas de uma semana caso alguém conseguisse furar a muralha Rafael, mas mesmo este último parecendo meio alheio o jogo - mexendo no celular em alguns momentos -, parece praticamente impossível passar pelas linhas defensivas montadas por Caicedo e Leo.


Quem vai catar a bola no fundo do gol obviamente saiu no sorteio. Severino é o nome da fera.


O juiz apita o jogo e já está 5 a 0 a favor do Cruzeiro, mas você não liga porque seu coração está explodindo de felicidade. Feliz por ver Henrique e Lucas Silva de perto, feliz por compartilhar o mesmo gramado com jogadores consagrados e vitoriosos, babando com as jogadas rápidas e precisas, vibrando com o talento de Arrascaeta, Robinho e cia.


Um sonho de criança finalmente realizado. E para coroar uma noite praticamente perfeita, ainda ganha uma camisa do TN30, a tal cereja do bolo.


E aí, conseguiu imaginar? Pronto, agora você tem uma ideia do sentimento dos jogadores do simpático time paraense São Francisco, do Pará. 


Só achei uma pena eles não marcarem um golzinho de honra para receber como prêmio as prometidas férias coletivas, a exemplo do nosso rival, lá em 2011.


Saluti Celesti