Longuine, a culpa não é sua

Geraldo Bubniak/Gazeta Press
Geraldo Bubniak/Gazeta Press

Trocando em miúdos, pode guardar / As sobras de tudo que chamam lar / As sombras de tudo que fomos nós


Rafael Longuine estreou nesta segunda-feira (28) pelo Coritiba. Seu primeiro jogo era justamente no Major Antônio Couto Pereira. Partida empatada sem gols. Pênalti para o Coxa e quem vai bater? O novo reforço do Coxa. Bateu fraco, praticamente no meio do gol e com a bola à meia altura. Rapaz, desculpe falar isso, mas até eu defendia. Porém, podemos colocar a culpa no Longuine? Não, claro que não.

Em primeiro lugar, a culpa é de quem deixou bater. O atleta estava sem ritmo de jogo. Será que não há alguém na comissão técnica, incluindo Marcelo Oliveira, para evitar que o jogador entre nesta fogueira? Nenhum colega de equipe que pudesse assumir essa responsabilidade? Longuine errou tentando acertar, os outros todos erraram na omissão.

Alecsandro também fez sua estreia com pênalti perdido. Kleber também já desperdiçou. Não está faltando treinamento para o Coritiba? Por que tanta dificuldade em marcar gols no tiro capital? Por qual motivo estreantes batem pênalti? Não há um batedor oficial? A culpa, definitivamente, não é sua Longuine.

Você nada podia fazer para evitar que Márcio, que numa jogada típica de pelada, fosse expulso e ainda anulasse o gol de empate. Algo que em 35 anos nunca vi acontecer no futebol.

Tampouco, Longuine, poderia ter marcado gols perdidos por outros jogadores. Vejam que não foram poucas oportunidades desperdiçadas, seja para fora ou defendidas pelo goleiro do time baiano.

Para acrescentar, além da bobagem de Márcio, Anderson, que nunca entra, jogou menos de 45 minutos e conseguiu ser expulso. Alecsandro, tentando fazer um gol com a mão, levou o cartão amarelo e está fora do AtleTiba.

O Coritiba contra o Vitória foi um verdadeiro show de horrores. Ao apito final, confesso, meu sentimento era de compadecimento por duas figuras. A primeira, evidentemente, a torcida do Coxa que não merece esse time lazarento. A segunda pelo irretocável Wilson, uma vez que definitivamente, não tem um time digno do goleiro que é.

Wilson, aliás, ao lado de Kleber e de outros times que também lutam bravamente para ficar na zona de rebaixamento, formam o meu trio de esperança para permanecer na Série A em 2018. No que dependermos de jogadores como Henrique Almeida e Márcio, estamos ferrados.