O Coritiba é o fim

Gibran Mendes
Gibran Mendes

E por falar em paixão / Em razão de viver/ Você bem que podia me aparecer / Nesses mesmos lugares.


Muito embora pareça que muitos trabalhem para inverter a oração, o Coritiba é o fim. Não é o fim do Coritiba. Todos, sem exceção, deveriam trabalhar – cada um no seu quadrado – para que o Coxa seja o fim. Torcida, direção, jogadores, comissão técnica e demais funcionários. Mas ultimamente parece que o fim do Coritiba é mais compreensível do que o Coxa ser o fim.


Durante uma breve primavera a torcida se empolgou. Em campo o time parecia uma equipe moderna. Atacava e defendia em bloco. Movimentações, triangulações e boas trocas de passes. Os atores secundários, dirigentes, pareciam em silêncio. Uma boa forma de mostrar a saúde do conjunto.


Mas logo retornou o interminável inverno a que estamos acostumados. As derrotas e os maus resultados começaram a se acumular. As bobagens fora de campo também retornaram, com destaque para o caso do julgamento de Kleber no STJD e o Coritiba, meus amigos, voltou a ser o que é nos últimos cinco anos.


Mas, convenhamos, desde 2005, ou seja, 12 atrás, nossa torcida sofre e sofre muito. É bem verdade, tivemos 2011 e um tantinho de 2012 para aproveitar. Mas foi isso. De resto aquele frio arrasador de Curitiba tratou de gelar qualquer expectativa positiva com relação ao nosso clube.


Difícil falar sobre o atual momento do clube. As minhas críticas seguem as mesmas do início da gestão. Falta de planejamento, um grupo diretor que em sua maioria não foi eleito pelas urnas e o resultado são elencos fracos, confusos e uma torcida cada vez mais desanimada. Ecos da última eleição.


Tenho, ao meu favor, não conhecer muito, ou praticamente nada, dos bastidores do clube. Eu me sinto melhor assim. Em determinados momentos minhas análises extracampo podem ficar enfraquecidas de razão, pela ausência de conhecimento da movimentação dos atores. Mas certamente deixa minha consciência muito mais livre para falar. Isto dito, agora torço para que o Coxa novamente consiga escapar do rebaixamento. Técnico e torcida para isso eu sei que tem. Depois é pensar na eleição para que os erros dos últimos anos não sejam repetidos.


Aguardar uma alternância que, finalmente, leve o Coritiba como fim e não, literalmente, ao fim.