A mala do Alecsandro

Geraldo Bubniak / Gazeta Press
Geraldo Bubniak / Gazeta Press

Nem vem de escada que o incêndio é no porão / Tira o tamanco, tem sinteco no chão


O Coritiba perdeu por 3x0 para o Sport de Recife. Um resultado apenas vergonhoso se não fosse trágico. O time atingiu sete jogos sem vitórias e conseguiu transformar uma campanha empolgante em crise. Como se a goleada não fosse o suficiente para inflar os ânimos sempre há quem deseje colocar mais gasolina na fogueira.


Ao final de jogo, Alecesandro, que não é nenhum menino, deu a seguinte declaração ao repórter. “Vou dar a volta por cima. Se não quiserem, estou emprestado pelo Palmeiras. Pego minha mochila e vou embora”. Certamente um clássico da frase errada, no momento errado e no local errado. A mala de Alecssandro teve como serventia apenas incendiar ainda mais o circo Alviverde.


Acrescente-se à fogueira o fato de que um dos setores mais caros do time, justamente o ataque, é que está complicando as coisas. A dificuldades para fazer gols se acentuam a cada rodada. Kleber tem salvo-conduto com a torcida Coxa. Mas certamente não é o caso de Henrique Almeida, que já esgotou a paciência da torcida e do próprio Alecsandro, cujas as únicas boas memórias dos torcedores remetem ao seu pai.


O Coritiba enfrenta o Avaí pela próxima rodada. Precisa urgentemente reencontrar o caminho dos gols e, principalmente, das vitórias. Afinal, em ano eleitoral, gasolina é o que não faltará no Alto da Glória e para isso nem precisa da mala do Alecsandro.