Respira e joga, Coxa

Gibran Mendes
Gibran Mendes

E lá vou eu... / Paro aqui, paro acolá. / E lá vou eu... / Como é duro trabalhar.


Foi em 2011, ainda lembro. O Coritiba terminou a Série A em 8º colocado, três pontos atrás do Internacional, o último classificado para a Libertadores da América. De lá para cá passaram seis anos. A exceção de 2012, com um início empolgante, os demais foram de pura frustração ou até de desinteresse pela ausência de perspectiva que não fosse a apreensão das últimas rodadas.


No último sábado (4), o Coritiba manteve a escrita e venceu o clássico AtleTiba. Apesar de um primeiro tempo ruim, o time se recompôs na segunda etapa e venceu o rival com um gol de cabeça do zagueiro Márcio. Venceria de outra forma se não fosse este tento. A vitória aconteceria, de uma forma ou de outra.


Se nos anos anteriores uma vitória no clássico seria o suficiente para deixar aquele gostinho bom durante alguns dias, neste ano é diferente. O Coxa sai de uma decisão e já entra outra. Coisa da expectativa. A torcida Alviverde já projeta um final de ano de emoções, mas, quem sabe desta vez, na parte de cima da tabela.


Não há mais jogo 'perdível' para essa equipe do Coritiba. É preciso vencer em casa e pontuar fora. Esse é o desejo do torcedor. O discurso de que determinado resultado negativo pode ser considerado normal não vai mais colar. Culpa dos jogadores e do técnico Pachequinho. Deixaram a torcida acreditar.


Nesta quarta-feira (7), o Coritiba recebe o Palmeiras no Alto da Glória. O clube com elenco mais caro da América do Sul. O atual campeão brasileiro. Mas mais do que isso: a agremiação que desperta mais sentimentos de revanche no Alviverde por conta do histórico de “negociações” entre os clubes.


Nada mais importa. A vitória é o único resultado possível neste encontro. Empatar em casa obrigará o clube a buscar pontos fora de casa, o que, convenhamos, ainda estamos aprendendo. Portanto, a hora é agora. Como diria a música, vamos em frente porque para trás não dá mais.