O jogo virou: a sorte do Coxa está mudando de lado

Divulgação / Coritiba Foot Ball Club
Divulgação / Coritiba Foot Ball Club

Não queria ser a vida / porém o momento / Muito menos ser o concerto / apenas a canção


Henrique Almeida, bem posicionado, recebe um lançamento, domina a bola e chuta. Gol. Pode parecer uma cena de dois anos atrás, mas não era. Ela aconteceu nesta segunda-feira (15), na goleada Coxa sobre o Atlético Goianense. O chute, é verdade, foi mais desengonçado do que aqueles de 2015. Talvez sem a mesma confiança. O goleiro ajudou. Mas às favas com os detalhes. O tento abriu caminho para a vitória Alviverde, a primeira na Série A deste ano.


Contudo, mais do que abrir caminho para o trunfo Alviverde, a minha esperança é que o tento possa mudar a tendência que há de desconfiança em relação ao futebol do atleta, tanto por parte da torcida quanto por parte dele. Henrique Almeida é imprescindível para o futuro do Coxa na temporada.


O gol, da forma como aconteceu, assim como os outros três, me dão a impressão que o jogo pode ter virado. Futebol, evidentemente, não é uma ciência exata. Mas existem sinais de que algo vai bem ou vai mal. Aquela bola na trave que não entra, aquele bate e rebate que sempre sobra para o time adversário podem ser vestígios que algo caminhará bem ou não. No Coxa, principalmente, é assim.


Quero crer que o jogo tenha virado, queridinhos. As substituições por contusões, em outros momentos, poderiam ter desmoronado um time que estava bem montado. Todavia, desta vez nada disso aconteceu. Pouco por conta do elenco, outro tanto por conta do técnico Pachqueinho. Tomás Bastos, que não é o advogado e ex-ministro, fez justiça ao time. Marcou dois belos gols de falta. O segundo deles, é verdade, contando com a colaboração do goleiro. Mais um sinal que o jogo possa estar virando.


Uma vitória por 4x1, na estreia do Campeonato Brasileiro, deve sempre ser levada em consideração. Não foi fruto do acaso. Não ao menos com a sequência de resultados e apresentações do time Coxa. Uma defesa segura, um meio acertado e um ataque eficiente. Quem diria, hein?


A primeira impressão foi boa. A torcida compareceu em uma noite fria de segunda-feira. O que mais podemos querer? Uma sequência de bons resultados. Tempo para preparação teremos por conta da eliminação em outros campeonatos. Tudo parece estar ajudando, até mesmo o juiz, que anulou indevidamente um gol do adversário, embora mais cedo não tivesse marcado um pênalti para o time Alviverde. 


Agora só falta o Coxa se ajudar e aí poderemos olhar com toda segurança para, ironicamente questionar, “o jogo virou, não é mesmo queridinhos”?