Nomes aos bois na manada Alviverde

Divulgação/Coritiba
Divulgação/Coritiba

E a novidade que seria um sonho, o milagre risonho da sereia/ Virava um pesadelo tão medonho, ali naquela praia, ali na areia


É bem verdade: o grande resultado do AtleTiba desta quarta-feira de cinzas foi fora de campo. A transmissão do jogo pelo Youtube significou o rompimento com um modelo que já perdurava desde a ditadura militar. Mas, embora tenha sido um gol importante, esta partida fora das quatro linhas está só começando.


Dentro delas, não sei dizer se o ano ainda não começou ou já terminou para o Coritiba. Em dois meses, o clube patina no cada vez mais desinteressante campeonato estadual e já foi eliminado, em casa, pelo Asa de Arapiraca na Copa do Brasil. Ainda mandou embora o técnico que mobilizou esforços na torcida e na diretoria pela sua permanência. Como se fosse o culpado, o que obviamente não era.


Mais incompetente que o ataque do Coxa, que perdeu gols aos quilos, é a atual direção do Coritiba. Basta perguntar e garanto que a maioria não saberá, de cabeça, o nome dos cinco integrantes oficiais do G5 Coxa. Vamos, então, dar nomes aos bois:


Do G5 oficial: Rogério Bacellar, o presidente, desperta dúvidas na torcida sobre a sua real capacidade em gerir um clube de futebol. Mais: há hesitação da massa alviverde em crer que ele é quem realmente toma as decisões. Um personagem muito parecido com o ex-presidente Jair Cirino, que disputa com Bacellar o posto de pior presidente da história do clube. Outra coincidência é fato da chapa que os elegeu ter sido organizada pelos mesmos articuladores políticos.


José Fernando Macedo, um dos novos integrantes do conselho administrativo do Coxa, parece palpitar muito e pouco de prático conseguiu desde que chegou. Figura carimbada no campo de jogo em dias de partidas importantes, ainda não conseguiu mostrar para os torcedores a que veio.


Gilberto Griebeler, ao lado de Bacellar, é o que sobrou da composição original que foi eleita pelos sócios. Além disso, tem em comum o mandatário, a desconfiança da torcida. Ninguém sabe exatamente o seu papel, seu comprometimento e com qual frequência dá expediente no Alto da Glória. Em uma de suas raras aparições públicas, levou um desmentido e uma repreensão pública do então técnico Paulo César Carpegiani.


Alceni Guerra, mais conhecido pelo que ficou conhecido como "escândalo das bicicletas e guarda-chuvas", é algo como um papagaio de pirata. Aquela figura que sempre se posta próximo às câmaras para aparecer nas imagens. Adora dar entrevistas, sobretudo com temas polêmicos, aparentando não ter o menor preparo para tratar do tema em pauta. Foi assim com o estádio e foi assim com as negociações com o bruxo gaúcho.


Celso Luiz Andretta, outro dos novos integrantes. Deste personagem consigo imaginar apenas dois cenários: muito bem intencionado ou muito ingênuo. No primeiro caso, por acreditar que poderia auxiliar em uma mudança positiva de cenário; no segundo, por acreditar nesta hipótese. Desconheço sua atuação efetiva dentro do clube.


Ernesto Pedroso, conhecido como "a volta dos que não foram". Nome reconhecido pela torcida por participar de diversas gestões. Embora sem cargo oficial, está intimamente ligado ao futebol Coxa. Sempre que uma ação sua surte efeitos positivos, tal fato via de regra é enaltecido por um famoso colunista torcedor do principal rival.


Alex Brasil. Contratado para ser o profissional que deveria gerir o futebol, acumula fracassos no Coxa. Não foi por falta de aviso, afinal, chegou com alta rejeição por conta do seu fraco desempenho quando exerceu a mesma função no Paraná Clube. Situações como a perda de Rafael Veiga, por exemplo, são atribuídas a ele.


Certamente ainda existem mais bois e mais nomes. Contudo, essa é uma boa lista inicial. Sobretudo porque há eleições no final do ano e não podemos esquecer de quem tenta se disfarçar no meio de uma manada teoricamente nova, mas com bois pra lá de velhos e calejados.