De Tupãzinho a Clayson: o Corinthians encontrou seu novo Talismã

Gazeta Press
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Antes contestado, Clayson pode ser um dos grandes responsáveis pelo título do Timão


Analisando friamente os números, o aproveitamento de Clayson nos últimos jogos é simplesmente impressionante. O atacante, vindo do banco de reservas, fez simplesmente quatro gols nos últimos três jogos do Timão. E mais: o Corinthians balançou as redes apenas 7 vezes nesse segundo turno, ou seja, Clayson é responsável direto por 57% dos tentos alvinegros (os outros três foram marcados pelo MITO Jô, o rei da parada toda). Pode ser cedo para afirmar, mas parece que o Corinthians encontrou o seu mais novo talismã para um título do Campeonato Brasileiro.


Para quem não se lembra, o primeiro talismã corintiano na conquista de um título nacional foi o folclórico Tupãzinho. O atleta não era titular absoluto da equipe, mas sempre entrava durante as partidas. Era um jogador veloz, que se movimentava muito, sofrendo faltas para Neto bater ou marcando seus gols no fim das partidas, ganhando assim a alcunha de talismã. O momento fatídico em que Tupãzinho selou o apelido foi justamente na finalíssima contra o rival São Paulo, marcando o gol do título corintiano.


Na memória recente, podemos remeter a Lucca, em 2015, que sempre entrava nas partidas nos instantes finais e deixava sua marca, como foi contra o Coritiba e Atlético-MG. Ouso dizer que, hoje, Clayson já ultrapassou Lucca no quesito Talismã da Fiel. O garoto pode não ser o maior craque de todos os tempos, mas tem uma estrela que poucos atletas de futebol possuem. Isso ficou claro no terceiro gol corintiano nessa última quarta, quando a bola sobrou em seus pés após uma bomba de Rodriguinho na trave. Clayson simplesmente estava ali, na hora certa e no lugar certo.


Ontem compareci ao estádio e reparei muitos torcedores pedindo (com intensidade, vale deixar bem claro) uma vaga para Clayson na equipe titular. Acredito que Carille esteja fazendo a escolha certa ao deixar o menino para entrar no intervalo ou nos instantes finais da segunda etapa. Clayson já se tornou elemento surpresa para os adversários e acredito que, se iniciasse as partidas como titular, talvez não surtisse o mesmo efeito. É o famoso caso do jogador em que a torcida pode entoar empolgada: “Olê lê, ô lá lá, o Clayson vem aí e o bicho vai pegar!”.


A vitória contra o Coritiba deixou o Todo Poderoso MUITO próximo do hepta campeonato, sendo assim o PRIMEIRO clube do Brasil a atingir tal meta sem precisar remeter a conquistas anteriores a 1971. Creio que essa conquista terá um sabor ainda mais especial se ocorrer, pois possuímos uma equipe mediana, porém extremamente competitiva nas mãos de um treinador que sabe muito bem o que está fazendo. Aliás, vale deixar registrado também a extrema importância de outro atleta nessa campanha maravilhosa: o MONSTRO Cássio. Minha Nossa Senhora, o goleirão só não fez chover ontem contra o Coritiba, e não é de hoje que o arqueiro prova por A + B que merece uma vaga na Copa do Mundo.


Senhoras e senhores, está chegando a hora: eu sou Corinthians de coração, eu sou do time que vai ser o campeão! 


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