Inesquecível: 5 anos do dia mais feliz de todos os corintianos

Na noite que marcou para sempre a história do Corinthians, eu me encontrava no apartamento do meu pai, que ainda morava em São Paulo, na avenida Paes de Barros, no bairro da Mooca, tipicamente conhecido por ser uma região Palestrina da capital paulista. Só que naquele 4 de julho de 2012 não existia outro clube no Brasil a não ser o Corinthians. As ruas, a partir da tarde, já se encontravam pacatas, vazias. Ninguém queria perder aquela primeira final histórica corintiana. Torcedores, rivais secando, até quem não liga muito para futebol estava em frente à TV esperando o apito inicial. Após alguns rojões soltados por mim e pelo comparsa Bruno Bellini, o jogo começou.


Gazeta Press
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Muito obrigado, Sheik. Você estará eternamente dentro de nossos corações


Nunca me esquecerei das palavras de um amigo nosso (que hoje, infelizmente, não está mais entre nós), tentando acalmar os ânimos de todos os presentes: “Calma, rapaziada! Olha a Lua enorme que está no céu essa noite. Isso é sinal de que São Jorge está nos abençoando, ninguém nos tira esse título!”. Por mais que aquelas palavras me marcassem, a ansiedade não cessou. Roía minhas unhas e bebia minha cerveja como algum desiquilibrado com transtorno compulsivo. Não conseguia ficar sentado. Em pé, andava de um lado para o outro. 45 minutos de jogo e nada, vamos para o intervalo.


Durante a parada, um cigarro e uma resenha com os amigos: não é possível, precisamos vencer! Em 2012, o cântico “Essa noite teremos que ganhar” invadiu os estádios, e a casa de meu pai começou a ser um alçapão. Me benzi, peguei mais uma cerveja e voltei para a sala de TV. Não demorou muito, 8 minutos para ser mais exato, e Sheik fez o que por 107 anos nos parecia impossível. Após um passe magistral de Danilo, o camisa 11 eternizou seu nome na história do Corinthians ao marcar nosso primeiro gol em finais da Libertadores, o primeiro tento daquela decisão.


Sheik, que havia sido criticado um dia antes da finalíssima por confessar ter encomendado garrafas e taças de champanhe para celebrar o título, fez jus a toda sua marra e começou a mostrar suas garras e poder de decisão. Nada estava decidido, mas, 20 minutos depois, a consagração: um passe errado da defesa do Boca Juniors e Sheik, novamente, balançou as redes.


Lembro vagamente de derrubar meu pai no chão, um montinho de corintianos se formou em pleno apartamento. Bebidas voaram, o chão tremeu. O título era nosso e ninguém mais tirava de nossas mãos. Começamos a cantar gritos de torcida, brindamos e nos abraçamos infinitas vezes. Até aquele momento, tenho certeza que aquele instante era o mais feliz e emocionante da minha vida, sendo ultrapassado apenas pelo nascimento do meu filho três anos depois.


Quando o apito final soou, não existia mais voz, não existia mais receio: O CORINTHIANS VENCEU A LIBERTADORES! INVICTO! Todos os anos de provocações, brincadeirinhas sem graça dos rivais haviam acabado, nos tornamos o maior time da América! Eu e meu escudeiro Bruno pegamos o carro e partimos, obviamente, para a Avenida Paulista, fazer parte do Bando de Loucos começava a invadir as ruas de todo o Brasil. Encontrei por lá irmãos de fé alvinegra, todos incrédulos com a história sendo feita bem diante de nossos olhos; Somos campões. Após 107 anos, nossa sina terminou, contra o maior bicho papão da história do torneio. Era bom demais para ser verdade, mas, para nossa glória suprema, sim, tudo aquilo vivido por nós era realidade.


Hoje, 5 anos depois, a nostalgia bate à porta. Faria de tudo para ao menos voltar a viver os últimos instantes daquela final, sentir novamente aquele gosto único de conquista da Libertadores pela primeira vez. Mas o que peço aos céus (e para São Jorge, é claro) é que nessa vida eu ainda tenha o prazer e a honra de viver todos esses momentos novamente, agora ao lado do meu filho, para que Juan possa também um dia dizer aos seus filhos e amigos: eu vi o Corinthians vencer a Libertadores.


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Olha o Romarinho!!!!!!!!!!!!!!!!