A raiva de ser desclassificado por um time de Série B

*Por Victoria Leite


Falta compreensão. Do torcedor, do jogador e do técnico. Sim, é importante demais vencer os jogos, somar títulos e fazer muita história. É importante honrar esse manto tão poderoso e cheio de respeito, mas também é importante lembrar que não se tira leite de pedra de uma hora para outra.


Desde o começo, o trabalho do técnico Fábio Carille somou mais críticas do que elogios de grande parte da imprensa. O cara é da escola Tite e de Mano Menezes, do jogo defensivo, à espera de um contra-ataque, e insiste em seguir assim. O que é relativamente positivo. Defesa pouco vazada, uma mistura de experiência com juventude que dá uma aula de marcação em muitas equipes com elencos individualmente mais consagrados. Porém, tem horas que é preciso atacar, como não foi feito contra o Internacional.


Na noite passada, vimos o de sempre. Um jogo truncado, que poderia ter sido decidido pelo Timão em vários momentos, e foram pouquíssimas as jogadas de perigo para o adversário - apesar de termos passado sufoco com os gaúchos em algumas chegadas. O elenco é limitado, SIM, e parece que nem todo torcedor entendeu isso ainda.


Maycon e Guilherme Arana são de longe os caras que mais lutam, do começo ao fim. Diferente de muitos do elenco, eles estão interessados, motivados e são suficientemente capacitados a evoluirem ainda mais. Não podem de forma alguma serem crucificados pelos pênaltis perdidos. Azar de toda a equipe que não soube decidir nos 90 minutos.


Gazeta Press
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Os nossos meninos da base escorregaram, sim, numa decisão MUITO importante, mas agora não é o momento para criticá-los. Acredito que possamos ter a certeza de que isso dói tanto neles como na gente. Eles ainda vivem um sonho e não atingiram seus objetivos, esse é apenas o começo de suas carreiras e um time de Série B não vai destruir o trabalho de uma vida.


Decisão nos pênaltis na Arena é tabu e a gente sabe disso. Sempre dá um frio da barriga, por todo o histórico (infelizmente) negativo que já temos. Poderia ter sido diferente, poderíamos ter entrado com mais vontade no retorno do intervalo e mostrado um futebol mais pegado, disputado, ofensivo. Faltou. Parece que só acordamos depois de tomar o empate! E a bola pune quem perde tantas oportunidades de definir a partida.


Falta compreensão. O momento é de apoio! De consolo e de demonstração do que é ser mais um no Bando de Loucos. Final de semana tem Majestoso, com vantagem e em casa. Espero que a torcida compareça mais uma vez em peso para ajudar aos nossos jogadores a avançarem mais uma etapa. Sem o apoio da Fiel Torcida, o Corinthians não é nada.


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