Corinthians: não é hora de perseguir Fábio Carille

Gazeta Press
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Tem gente criticando o professor sem colocar a mão na consciência


Torcedores fanáticos possuem a impressionante habilidade de ter a memória mais curta do planeta: há uma semana, os corneteiros exaltavam Carille contra o Palmeiras. Destacavam a bravura do técnico em não mexer no time mesmo com um a menos, elogiavam o treinador pela sua postura guerreira e por sua comemoração entusiasta no gol de Jô. De forma impressionante, uma semana depois, os mesmos torcedores começam a chiar e proferir inúmeras críticas a Carille. Vocês só podem estar de sacanagem!


Não, não acho que Carille fez as melhores escolhas contra o Brusque pela Copa do Brasil. Também gostaria de ter visto o garoto Pedrinho em campo, e sou mais fã do sistema 4-4-2 do que o 4-1-4-1 adotado. Mas vocês sabem por acaso se Kazim cansou e pediu para sair? E outra: dá pra culpar o treinador por uma noite apática dos atletas? O técnico não pode entrar em campo e dar a raça e a criatividade que o Corinthians necessita. Por favor, vamos parar com o imediatismo! Ou vocês preferem fritar Carille e ter que aguentar novamente um Cristóvão ou um Oswaldo de Oliveira da vida? Pensem bem.


Sou defensor assíduo e fã do trabalho de Fábio Carille. Tenho certeza que, se o Corinthians estivesse nas mãos de outro profissional, a sofrência seria MUITO maior. Com um elenco limitadíssimo e modesto, estamos há 5 jogos invictos, não perdemos um clássico (o que foi rotina em 2016) e enfim temos um sistema defensivo efetivo, sem sofrer tantos gols, como foi na época do Deus Tite. Aliás, ninguém conhece melhor a metodologia de Tite do que Carille, que trabalhou por tanto tempo ao lado do mestre Adenor. Se nem Tite agradou a todos com suas substituições tardias, é justo criticar tanto assim o Carille? Reflitam.


Às vezes, me pego sendo um pouco imediatista. Acontece com qualquer um que ame o seu time do coração de forma incondicional. Mas a pressa é a inimiga da perfeição, e não podemos deixá-la nos fazer trocar os pés pelas mãos.


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