Acabou a gordura na tabela: o momento é de entrega e de cobrança!

gazetapress
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A gordura que o Corinthians tinha para queimar na tabela já foi


Em agosto desse ano fiz contas, pois sou precavida. Reparei que no Campeonato Brasileiro de 2009 o Flamengo arrancou 9 pontos do então líder Palmeiras e na 30ª rodada encostou. Daí pra frente, tomou a liderança e foi campeão. Estavamos muito longe até mesmo do segundo colocado, mas pensei nessa previsão pois via jogo a jogo o rendimento do time caíndo.


Pois bem, chegamos na 31ª rodada e o cenário é o Corinthians a 6 pontos do segundo colocado, podendo cair para 3 pontos a diferença ainda hoje. 


Coloco metade da culpa desse péssimo desempenho no próprio Carille, que bate no peito em toda coletiva dizendo que temos vantagem de pontos, que está tudo sob controle. Spoiler: não está sob controle.


O time não rende há 13 jogos, joga de forma displicente, e, nas poucas chances que tem, não aproveita com a mesma eficácia do primeiro turno.


Faltam 7 jogos para acabar o campeonato e vemos um técnico teimoso e com convicções que soam baseadas em não perder o controle do elenco. Romero pouco produz no ataque e já não tem a mesma eficiência na defesa. É um atacante que tenta a todo custo brilhar como volante, o que não faz o menor sentido num time cujo principal problema é justamente produzir melhor no ataque.


Com as laterais lentas o time fica imóvel e vira presa fácil. Se a defesa nesse turno tomou mais gols que no primeiro, boa parte disso é culpa dos laterais. Fagner que está mascarado desde suas idas à seleção, vive de nome. Pouco apoia na defesa, no ataque há tempos não faz nada que chame atenção. Arana, que dizem estar jogando com dores, sumiu em campo. Não apoia, não defende, não faz as subidas para o ataque. Os gols tomados recentemente foram todos nas costas dele. Penso que, se está machucado, é dever do técnico tirá-lo e colocar outro jogador que possa corresponder fisicamente e não comprometer o time. Marciel fez bem esse papel e ainda ajudou em ataques de forma mais eficaz nesse turno.


Rodriguinho e Jadson, cada um ao seu modo, deixaram o futebol no primeiro turno. Não criam nada, agem muito em prol de si mesmos. O pouco que jogam é de forma egoísta, fominha, pouco objetiva. Nada chega para o atacante Jô.


E ainda sobre Jadson, este virou um problema crônico no elenco, que destrói a espinha dorsal do ataque. Não corre, erra muitos passes - o campeão de erros de passe nesse turno - e, segundo a própria ESPN, é o jogador que mais sofre faltas no time. Pelo futebol apresentado, fica evidente que não é por ser caçado em campo, e sim pela pouca mobilidade. A insistência no meia não fecha sequer com o discurso de Carille. Já não é possível fazer Jadson produzir. Nada mais vai sair dele em campo. O que ele tem para jogar é o que vemos em todos os jogos e há muito ele não é capaz de decidir um jogo, converter uma falta em gol ou dar um passe decisivo. Fora de forma meses depois de seu retorno ao Brasil, parece um ex-jogador em atividade.

E em outra ponta, temos jogadores que hoje estão em um momento melhor. Clayson, por exemplo, está com muito mais vontade que todo o elenco. Nem de longe é o melhor jogador, mas futebol é momento. O técnico desestimula a competição interna pela titularidade agradando jogadores que estão em péssima fase. Não permite que os que tem mais vontade de jogar tentem resolver o jogo. Até Danilo, que por mais idade que tenha e voltando de lesão, poderia dar outra tônica com sua experiência e disciplina em campo.


A covardia do técnico em peitar jogadores medalhões, em cobrar disciplina e resultados do time, se traduz em campo. Um time abatido, apático e rendido por jogadores egocêntricos que jogam apenas com o nome. E Carille, com medo de perder lideranças dentro do próprio elenco, acabará perdendo o campeonato trilhando esse caminho.


Com um elenco reduzido e com poucas peças, o momento é de apostar em quem está em melhor momento e unir o time. Não há mais saída. Nessa rodada, ainda dependemos somente de nós, por mais que o time não passe nenhuma confiança pelo que vem jogando. A hora é agora. Se fora de campo o apoio não falta, dentro de campo precisamos que os jogadores encarem os próximos jogos sob o ritmo da música "sangue no olho, tapa na orelha, é o jogo da vida, o Corinthians não é brincadeira". E que esse elenco entenda que realmente o Corinthians não é brincadeira.


Nada esteve ganho em momento algum desse campeonato. Precisamos que o time jogue se vendo em 17º lugar na tabela do segundo turno, e não pensando como líder do campeonato.


VAI CORINTHIANS, PELO AMOR DOS DEUSES DO FUTEBOL. SÓ VAI.