Um Corinthians acomodado e o quadrado trágico: precisamos voltar a vencer

gazetapress
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Corinthians esqueceu seu futebol no primeiro turno


Jadson, Rodriguinho, Romero e Kazim. Se outrora ouvia-se falar do "quadrado mágico" da Seleção Brasileira, hoje vivemos um "quadrado trágico" no ataque alvinegro.


Jadson fora de ritmo, pesado, erra a maioria dos passes em todos os jogos. Rodriguinho fominha, acha que joga mais do que realmente joga. Romero que só sabe correr, hoje perdeu bola para si mesmo na corrida. E Kazim. Esse aí eu nem me dou o trabalho de cornetar, deixo para vocês, leitores.


Mais um empate num jogo que supostamente seria fácil. Desde o início do segundo turno, vimos aquele Corinthians aguerrido definhar. Guardadas as proporções do que foi o primeiro turno do Corinthians neste Brasileirão, com uma campanha realmente histórica para um time tido como limitado, ainda assim é preciso compará-la com o segundo turno.


A mudança de postura mostra que a liderança isolada trouxe um conforto ao time. Muitos podem enxergar isso dentro da normalidade e aí é que mora o perigo.


Desde que voltou ao segundo turno ganhamos apenas 2 partidas das 6 disputadas. A tabela que parecia fácil no início e colaborava para uma arrancada revelou que a tal parada do campeonato - tão chorada pelos adversários - mais prejudicou que ajudou o Corinthians. E hoje empatamos um jogo que deveria ser difícil mas mudou de viés. Enfretaríamos um time que acabou de sair de uma final de campeonato duríssima, disputada nos pênaltis, era jogo para impor ritmo contra o Cruzeiro. Mas tornou-se um martírio para o torcedor corinthiano e contamos com a sorte do vacilo de um jogador adversário cometer um pênalti.


É necessário enfatizar mais um erro crasso da arbitragem, anulando um gol legítimo de Balbuena nos primeiros 5 minutos do segundo tempo. Mas, para um time que chutou duas vezes ao gol nos 45 minutos finais, não há reclamação de arbitragem que resolva. É preciso recuperar aquele futebol inteligente e preciso do primeiro turno. Urgente.


Já vi times horríveis do Corinthians. Vi um Corinthians jogar com um Fábio Baiano limitadíssimo, machucado e fazer um gol em 2004. Vi times péssimos, mas que buscavam a vitória. E em 2017, vejo isso em campo. Um time líder do campeonato que se acomodou. Quando o time era tido como limitado, apoiamos. E agora, que o time ainda sobra na liderança mas não se esforça, o apoio precisa vir depois da cobrança. A situação é insustentável e perigosa.


Esse Corinthians não ganhou de Atlético Goianiense, Vitória e um Cruzeiro ainda ébrio da comemoração, vai ganhar de quem?


Que Carille faça as mudanças necessárias antes de que a situação do Corinthians seja irreversível. Faltam muitas rodadas para o fim do Brasileirão e a partir dessa sequência de resultados, já não tenho confiança. O campeonato está aberto para quem quiser. E o Corinthians que - ainda - depende só de si, precisa esquecer dessa vantagem.


Não queremos saber de vantagem, queremos ver o time jogar bola. E se preciso for, que volte a jogar como aquele time questionado e taxado de quarta força. Pior que "jogar feio" é perder. 


Raça, Timão, você é tradição!


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