O fim da guerra para o Corinthians: time que perde tantos gols não merece a vitória

gazetapress
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Mais quantos pênaltis desperdiçados precisaremos?


"Parece o final da guerra". Foi o que ouvi de um torcedor ao meu lado que caminhava no curto porém interminável caminho da Arena Corinthians ao Metrô. O rapaz ria ao telefone e depois de receber meu olhar de julgamento, se aquietou e disse "...tá horrível aqui, parece o final da guerra. Todos caminhando sem falar."


Parecia mesmo. O mais escaldado dos corinthianos já imaginava que o clima de confiança faria mal. O mais confiante foi para o jogo com a certeza de vitória. Não é assim que a banda toca nesses lados.


Depois de anos vendo o mesmo cenário, parece que você aprende a sentir o cheiro de desgraça de longe. O clima do Corinthians, após a vitória no Paulistão domingo, era de muito oba-oba. Muita confiança num elenco que não tem padrão tão estruturado, cujas peças atuais não são tão confiáveis, resulta no pior dos mundos.


Todavia, nem o mais pessimista fiel torcedor poderia imaginar que nosso revés saíria de um gol contra. No fim, o sentimento não foi o da derrota amarga nos pênaltis. Foi pior: foi o de entregar a vitória ao adversário, exclusivamente com erros nossos.


Não dá para elencar culpados. Dá para apontar os erros, dá pra debater se a retirada do Romero fez bem taticamente ao time. Se a extrema confiança de que não tomariamos gol foi o nosso erro. Se a quantidade de gols perdidos, no cara a cara, sozinhos com o goleiro, é erro de treino, falta de habilidade ou desespero. De tudo isso, uma única coisa é certa: time que erra a quantidade de gols que erramos merece a derrota. Não há milagre no futebol. O Corinthians não ampliou o placar quando teve oportunidade, resta administrar essa derrota e se recolher para repensar os inúmeros erros.


Parecia o final da guerra. Um sem fim de torcedores sofrendo provavelmente a pior das derrotas que a Arena já viu. E, de novo, nos pênaltis. Há anos perdendo nos pênaltis jogos que os adversários jamais ganhariam na bola rolando. Falta treino? Falta responsabilidade? Falta comprometimento com o clube?


Já diria um grande amigo, o Odil, numa metáfora para a falta de talento e competência: São Jorge não ajuda vagabundo. Que essa derrota sirva de lição para as próximas batalhas que o Coringão terá na Arena.