Na raça, Coringão: futebol é bola na rede

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Rodriguinho: nunca critiquei


O clima da Arena Corinthians ontem foi de atuação de gala da torcida. Porque, quando a gente sabe que o time pode não corresponder em campo, tentamos pelo menos carregá-lo nos braços - ou na voz, por assim dizer - e foi assim ontem. 


A entrada do time foi com sinalizadores e tudo que faz a festa ser incrível no estádio. Muita fumaça, torcida cantando muito alto e apoiando. Foi bonito e esse elenco precisa muito de nossa força.


Nos 15 minutos iniciais, acreditei que tomariamos uma belíssima sacolada da La U. E ainda pensava: "de tantos times ruins que poderíamos ter pego, por que fomos pegar a La U logo de cara?". Faz parte, sabemos. Parece que há uma conspiração universal para colocar pedras mais difíceis de transpor no caminho do Corinthians quando a fase já não é lá a das mais confiáveis.


No final do primeiro tempo, o gol redentor. Aquele gol difícil, suadíssimo, 3 tentativas pra bola ir pro fundo das redes. Rodriguinho (nunca critiquei hoje) saiu na frente da torcida para comemorar. Foi um alento para um time que vinha de um empate contra o Botafogo-RP fora de casa.


E se não foi na melhor bola jogada, bem trabalhada, foi na raça mesmo. No fim, jogo não se ganha com futebol bonito. Se ganha com resultado. E no momento, é o que temos. Se o time ainda não me inspira confiança, começo a ver uma luz no fim do túnel. Para chegar bem no segundo semestre e com um time competitivo, precisamos ter um time cascudo. O clichê do futebol nunca mente, times cascudos dão trabalho e ganham até títulos. Esse elenco do Corinthians ainda não convence, mas tem potencial para disputar bem tudo o que jogar.


Se vamos ganhar tudo que disputamos? Somente essa sequência de jogos decisivos poderá nos dar o termômetro. Não há condições de avaliar o real potencial desse elenco que é dedicado, mas ainda sente a falta de peças decisivas. A torcida, lógico, é para que ganhemos tudo.


No fim o que interessa são os 2x0 no placar e a Fiel torcida feliz. E o time com um peso a menos para carregar nessa bateria de jogos decisivos. Vamos, Corinthians, que esses jogos teremos que ganhar!