A preguiça tirou a vitória do Corinthians contra o Racing

Inaceitável! Corinthians encarou partida como treino de luxo e demonstrou preguiça no segundo tempo.


Eu já vi o Corinthians perder, eu já vi o Corinthians ganhar, mas eu nunca vi o Corinthians se entregar. A frase proferida pelo saudoso Mário Sérgio Pontes de Paiva cairia quase como uma luva ao tentarmos resumir em uma frase o que foi o jogo de hoje. Pelo menos ao que se tratou o segundo tempo, etapa em que a equipe foi apática, preguiçosa e, o mais revoltante, sem entrega.


Como corintiano que sou nada me deixa mais revoltado do que ver o time jogar uma partida de Sul-Americana, em casa, diante da sua torcida, precisando vencer e simplesmente abdicar da partida como se fosse algo completamente desprezível!


Cadê o TESÃO pra jogar com essa camisa?


Dessa vez nem o azulzinho do Racing serviu para levantar o time.


Após fazer um primeiro tempo até que bacana e marcar um a zero com gol de Maycon, o Corinthians foi para o vestiário e... broxou.


Gazeta Press
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O time voltou desmotivado e, embora até tivesse espaços, não quis aproveitar. O castigo veio aos 29 minutos do segundo tempo, num momento em que o Corinthians se arrastava em campo. Exemplo disso é exatamente o lance do gol. Ao espalmar uma bola para o lado esquerdo da sua meta, Cássio vê Enrique Triverio dominar o rebote completamente sozinho, com tempo até para preparar um chimarrão antes de tocar para o gol.


Final de partida Corinthians 1 x 1 Racing.


Agora a ressaca vai bater lá na Argentina. Afinal, quem conhece o Racing sabe que a sua torcida é vibrante e, assim como qualquer outro time argentino, vende muito caro uma eliminação em casa.


Espero que nosso querido Carille nunca mais deixe essa falta de vontade tomar conta do nosso time. Time sem tesão de partir pra cima e fazer um gol.


Perder faz parte, empatar também, mas jogar no Corinthians e não querer vencer é inadmissível. Não vou entrar nesse papo de rendimento, muito menos de supostos salários atrasados. Nessa noite o que faltou mesmo foi TESÃO!