Romeru e Jôlieta suprem a falta de Love e vivem romance com a Fiel

Bruno Garófalo
Bruno Garófalo

Romeru & Jôlieta, o ataque que sem Love, está em lua-de-mel com a Fiel


O trágico romance Romeu e Julieta, de William Shakespeare, foi escrito entre os anos de 1591 e 1595, muito antes da fundação do Sport Club Corinthians Paulista em 1910 e obviamente antecedendo o nascimento dos dois novos protagonistas do remake alvinegro: Romeru e Jôlieta. Romeru é interpretado por Angel Rodrigo Romero Villamayor, nascido no dia da independência americana, em 4 de Julho de 1992. Jôlieta é interpretado por João Alves de Assis Silva, que desembarcou nesse planeta em 20 de Março de 1987.


A origem dessa nova roupagem da peça começa com o desmanche que assolou recentemente o Castelo do Parque São Jorge, na zona leste do povoado de São Paulo. O nosso querido Rei Roberto de Andrade I não conseguiu manter o artilheiro do amor, Vágner Love, que se consagrara campeão brasileiro e artilheiro da equipe no ano de 2015. Sem Love, a paixão da Fiel pela corte se transformou em ódio e, tentando evitar o divórcio com os fanáticos, o Rei até que cogitou montar um ataque resgatando a origem da peça com a dupla Emérson Shekespeare e William Pottker, mas os planos não saíram do papel.


O clima estava tenso para o Rei Roberto, que finalmente apostou a coroa no Duque Fábio Carrile, discípulo da segunda dinastia de Tite, o gigante, e assim a tragédia finalmente começou a ter cara de romance e a dupla Romeru e Jôlieta começou a se ententeder para a felicidade geral da nação corintiana. Ao lado de Jôlieta, Romeru passou a não ser mais cobrado para fazer tantos gols, sua função tática tornou-se indispensável e, mesmo que por decreto, firmou-se como titular. Enquanto isso, Jôlieta, que chegara aborrecida da Europa, encontrou em Romeru a parceria que faltava. Jôlieta hoje joga tanto dentro como fora da área, dá passes, dribles, assistências e faz um gol atrás do outro.


Após a saída de Love e o Príncipe Malcom, finalmente uma dupla de ataque está conseguindo trazer de volta um clima de lua-de-mel entre os fiéis e a corte alvinegra. Só espero que, assim como no romance original, a dupla não termine morta devido a interesses pessoais, nesse caso vindos de empresários ou da própria família real.


Agora é chegar no veneno para afundar a caravela cruz-maltina e seguir no topo do Brasileirão. É matar ou morrer, eis a questão.