Kazim: o Corinthians também precisava de homens de um jogo só

Colin Kâzım-Richards. Como este ​londrino de 31 anos, naturalizado turco, que já jogou no Sheffield United, Blackburn Rovers, Fenerbahçe e Galatasaray, veio parar no Corinthians?


Ele veio. Atravessou o oceano para, numa noite um tanto quanto especial, aguçar ainda mais a vontade do corintiano de soltar de uma vez por todas o grito de campeão. Falta pouco. Muito pouco.


Kazim praticamente não fez diferença na temporada para o Timão. Jogou poucos jogos e sempre foi muito mais lembrado pelo carisma do que pela qualidade como atacante. Marcou alguns golzinhos logo quando chegou, mas hoje resolveu um dos nossos problemas: a vitória contra times piores em casa.


​Um a zero. E nem precisava de mais que isso. Com um gol de peito, o Timão venceu o Avaí e abriu 11 pontos do Grêmio - segundo colocado, com um jogo a menos. O título está próximo. Muito próximo, eu diria - e olha que eu sou um puta de um torcedor cauteloso.


E pensar que chegamos perto de colocar tudo a perder. Nem quando parece fácil é menos sofrido quando se trata do Corinthians.


Se há 10 dias nenhum jogador do elenco alvinegro conseguia fazer o time jogar bola e, mais do que isso, conseguir os pontos necessários para manter a distância necessária dos concorrentes, agora a coisa é diferente. Os últimos seis pontos conquistados foram garantidos por Giovanni Augusto e Kazim. Ok, com um futebol bem mediano/ruim. Mas conseguimos. E, a esta altura, isso é o que importa.


Gazeta Press
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Obrigado pela alegria deste sábado, gringo. Obrigado de verdade


Acho que não é preciso dizer muita coisa sobre hoje. A agonia do clássico contra o Palmeiras e o alívio das útlimas duas vitórias se transformam, agora, em momento de festa. O jogo virou e a gente continua na frente, como tinha que ser. Meu amigo Matheus​ Kalangus, mais um louco, maluco, doente do bando, que o diga.


Se um dia critiquei Kazim pela sua contribuição técnica com a equipe, isto certamente não envolveu sua entrega e a sua gratidão por vestir uma camisa tão representativa. Tão povo.


"Aqui é diferente. O torcedor é diferente. Na Inglaterra não tem isso. Na Turquia tem um pouco, mas não é igual", disse o gringo após o jogo.


A gente sabe, Kazim. E a gente agradece ao Corinthians que conseguiu em 2017, por mais surpreendente que seja, montar um elenco questionável com jogadores decisivos e seguros. Mas também agradecemos por atletas como você, de um jogo só. No fim, a taça será de todos. De Cássio a Zidanilo; de Jô a Kazim.



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