Experiência e confiança tornaram Jô um centroavante respeitado

O jogo com um camisa 9 alto, forte e goleador sempre foi bastante necessário nos esquemas táticos inventados e espalhados pelo mundo. Dá para enfileirar uma centena de bons centroavantes que já atuaram no futebol mundial.


Ultimamente, com o crescimento da importância da posse de bola durante o jogo, alguns treinadores sacaram os atletas com características da posição e substituíram por atacantes rápidos e com bom passe. Isso perdurou em clubes por alguns anos e também deu certo, dependendo do estilo de jogo do time. Porém, depois de perder certo espaço por estar um pouco 'manjado', os centroavantes voltaram a ser escalados e ganhar mais prioridade entre os treinadores.


Desde que Paolo Guerrero foi embora, o Corinthians sofria para conseguir encontrar um camisa 9 com características parecidas ou pelo menos eficientes. Guerrero ainda é diferente: sai para jogar, recebe a bola fora da área e chega a jogar pelos lados do campo quando julga necessário. No Corinthians, já fez gols e deu assistências saindo da ponta e indo até o goleiro.


gazetapress
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Jô em 2017: mais do que gols, assistências e passes inteligentes durante os jogos


No nosso caso, o 9 é 7. Jô, quando foi cotado para ser novo reforço, foi bastante criticado. As últimas passagens em times brasileiros agradou pouco e a desconfiança era natural. Ainda assim, pelo estilo de jogo e pelo que havia jogado meses antes na China, achei um nome interessante para uma equipe em formação como o Corinthians de 2017 (você pode ler o texto aqui).


Aos poucos, deu certo. Fábio Carille encontrou um jeito de fazer com que Jô se tornasse referência no ataque alvinegro e a resposta foi imediata. No Paulistão que vencemos, Jô marcou gols em todos os clássicos paulistas e, mais do que isso, deu assistência, fez pivô para a aproximação dos meias e ajudou no jogo aéreo.


É notável que a experiência fez bem a Jô. Hoje é um jogador mais completo, com um passe inteligente e espírito de equipe. O lance do gol de Jadson, no 2 a 0 sobre La U, no Chile, quarta-feira, mostra perfeitamente isso. Rodriguinho se embola com o zagueiro e o goleiro e a bola sobra livre para o camisa 7. Ele poderia muito bem ter enchido o pé e feito o gol, mas optou por um passe inteligente, para trás, deixando Jadson na frente do gol, sem goleiro, para ampliar.


Lances como este mostram que o time está unido e que quer crescer. O Corinthians, hoje, é completo e, mesmo com um elenco razoável, sabe se impor quando é exigido. Jô faz parte dessa transformação e desse crescimento envolvendo tanto os atletas que chegaram no gigante paulista quanto do treinador que vive o maior desafio da sua carreira. Que essa escalada continue no Brasileiro e na Sul-Americana no decorrer da temporada.



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