Chelsea precisa recuperar o 'espírito copeiro' nas grandes decisões

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Chelsea voltou a falhar em uma grande partida


O Chelsea dependia somente de suas próprias forças para garantir a primeira colocação do grupo C da Champions. Por mais que o Atlético de Madrid já estivesse virtualmente eliminado, os colchoneros não facilitariam diante dos Blues, portanto o confronto carregava peso de decisão. 



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O frustante empate por 1 a 1 e a vitória da Roma sobre Qarabag colocou a equipe londrina em segundo lugar. Em mais uma partida encarada como uma 'pequena final', o Chelsea novamente decepcionou sua torcida. 


No Campeonato Inglês, o desempenho dos Blues frente ao clubes considerados Top 6 escancara este fato: empates contra Arsenal e Liverpool; derrota para o Manchester City e vitórias sobre United e Tottenham.


Não são resultados necessariamente ruins, mas são pontos desperdiçados que fariam diferença lá na frente. Em caso de vitória nos jogos contra City e Arsenal, disputadas em Stamford Bridge, a disputa pela liderança estaria bem mais acirrada e a equipe de Pep Guardiola não teria a larga vantagem para os demais concorrentes.


A história se repete na Champions: o tropeço em casa para a Roma, após estar na frente por dois gols, foi o estímulo necessário para que os italianos sonhassem com o primeiro lugar.


Em Stamford Bridge, os Blues desperdiçaram a oportunidade de praticamente garantir a liderança. Nas duas outras chances possíveis, mais resultados decepcionantes: o humilhante revés no estádio Olímpico e o amargo empate diante do Atlético de Madrid. 


Com o segundo lugar, o Chelsea já sabe as equipes que poderá enfrentar na próxima fase: Paris Saint-Germain, Barcelona ou Besiktas (caso o Liverpool garanta o primeiro lugar em seu grupo). Tendo em vista o azar do Chelsea nas últimas edições da competição, não duvido nada que os franceses apareçam novamente no caminho dos Blues - algo que poderia ser evitado em caso de triunfo sobre o Atleti. 


É claro que, no final das contas, uma vitória sobre o Liverpool, por exemplo, equivale a mesma quantidade de pontos que um triunfo sobre o Brighton. O peso do resultado diante de um grande rival, por outro lado, é muito maior.


A importância daquele 3 a 1 sobre o Manchester City em pleno Etihad Stadium foi gigantesca para que o Chelsea fosse campeão da Premier League na edição anterior. Aquela vitória mudou o patamar do time: deixou de ser uma equipe forte para se tornar uma equipe cascuda.  


O Chelsea evoluiu em muitos aspectos ao longo desta temporada, mas ainda não foi capaz de intimidar seus principais rivais, o que faz dos Blues um time muito vulnerável.


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Celebração da equipe após vitória sobre o Tottenham em Wembley


Este será o grande desafio de Antonio Conte para os próximos compromissos: resgatar esse lado 'cascudo' da equipe ou, no jargão futebolístico, fazer com que o Chelsea tenha cojones perante seus adversários. É preciso jogar com raça, dedicação e acreditar até o final como aconteceu ainda nesta temporada contra o próprio Atlético de Madrid no Wanda Metropolitano e Tottenham no Wembley.


A campanha vitoriosa do Chelsea na Champions League, no ano em que Lampard ergeu a 'orelhuda', deixa bem claro a importância de crescer em confrontos decisivos: os Blues não se intimidaram contra Barcelona e Bayern de Munique.


Que aquele ano mágico possa servir como incentivo daqui pra frente...