4 lições para o Chelsea tirar do empate contra o Arsenal

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Três expulsões em cinco rodadas de Premier League é muita coisa


Não há como negar: o Arsenal merecia ter deixado Stamford Bridge com os três pontos. Jogaram mais, correram mais e queriam mais. Os Gunners foram perfeitos taticamente. Não deu para o Chelsea, que se viu encurralado em sua própria armadilha.



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O resultado, em si, não preocupa. Por mais que os clubes de Manchester disparem na corrida pelo título, neste início de campeonato é importante se manter no pelotão da frente e a Premier League está só no começo.


O que preocupa, no entanto, são algumas posturas que ficaram evidentes diante do Arsenal e precisam ser corrigidas o quanto antes para que o Chelsea cresça de rendimento em 2017/18. Ao menos quatro considerações precisam ser colocadas para reflexão:


4. Willian e Pedro não funcionam juntos


Enquanto Hazard esteve fora por lesão, a opção pela utilização de Pedro e Willian como pontas no 3-4-3 foi acertada. Entretanto, em jogos em que prevalece o jogo físico, tanto o espanhol quanto o brasileiro são presas fáceis para os marcadores.


Contra a forte marcação do Arsenal, Willian e Pedro raramente tiveram espaço para organizar as principais jogadas ofensivas. Foram incontáveis as vezes em que ambos sempre levaram a pior quando recebiam a bola de costas para o marcador.


Velozes e habilidosos, os dois levam a melhor quando estão de frente para os zagueiros, principalmente no mano a mano. Quando precisam buscar o jogo são ineficientes, o que explica a pouca criação de jogadas contra o Arsenal - papel que sobrou para Fàbregas. 


3. Depender de Hazard é preocupante


Hazard é insubstituível e isso não se discute. Suas qualidades são únicas e ninguém do elenco consegue desempenhar o mesmo papel do belga em campo. Ainda sem estar nas condições ideais de jogo, o camisa 10 foi o único que levou perigo à meta de Petr Cech no segundo tempo. 


Dessa forma, o Chelsea precisa encontrar alguma maneira de não depender somente de Hazard. 


2. Descontrole emocional


David Luiz terminaria a partida como um dos melhores em campo. Foi soberano pelo alto e perfeito nos duelos com Lacazette, Welbeck e Sánchez. Eis que o brasileiro resolveu, sozinho, estragar sua atuação com um carrinho totalmente desnecessário para cima de Kolasinac e quase complicou a vida dos Blues nos momentos finais da partida. 


Essa expulsão poderia passar batida, porque lances assim acontecem. Bola pra frente. O problema é que, em cinco rodadas, o clube já soma três expulsões - algo que durante toda a temporada passada não aconteceu e Diego Costa ainda estava entre nós...


Álvaro Morata foi outro que tomou cartão amarelo de bobeira ao reclamar insistentemente com a arbitragem. Estranha esse tipo de comportamento mais explosivo dos jogadores, o que prejudica Antonio Conte na hora da escalação. Por conta do cartão vermelho direto a David Luiz, o brasileiro ficará de fora pelo menos por três jogos e agora um novo trio de defensores será colocado em campo: Azpilicueta, Christensen (Rudiger) e Cahill.


1. Morata é ótimo, mas precisa melhorar muito fisicamente


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É, Morata... Hoje foi complicado


Com gols e assistências, o início de Morata no Chelsea é muito bom. É fato que o atacante ainda está longe do ideal tecnicamente, mas ao menos está deixando sua marca. No entanto, a atuação do espanhol diante dos Gunners foi bem fraca e a razão é bem simples: fisicamente, o espanhol ainda não está preparado para a Premier League


No Campeonato Inglês, o jogo físico é importantíssimo. Não à toa, Diego Costa brilhou por aqui, Lukaku é o cara do United e Kane é o dono do time pelos Spurs. Em jogos mais truncados, o pivô ou uma trombada faz muita diferença, e Morata não conseguiu nada disso. Foi engolido pelos defensores do Arsenal com até certa facilidade. 


A fase do atacante é boa e ainda são poucos jogos para o espanhol se adaptar completamente ao futebol inglês.