Álvaro Morata é sinônimo de gols e assistências em Stamford Bridge

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Dupla espanhola foi decisiva na vitória do Chelsea


Nos acréscimos, com a vitória mais do que garantida, o Chelsea encurralava o Everton no campo de ataque. Foi assim durante toda a partida: Rooney no bolso dos marcadores, Courtois de uniforme limpo e domínio completo dos Blues com requintes de crueldade dos espanhóis, em especial de Álvaro Morata e Cesc Fàbregas.



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Não é surpresa para ninguém que Fàbregas, depois de ótimos jogos na última temporada, queria mais minutos no time titular. Apesar da desastrosa estreia contra o Burnley, em que foi expulso, o pedido de desculpas do camisa 4 veio em grande estilo diante dos Toffees neste último domingo (27). 


O gol basicamente resume o que é Cesc dentro de campo: tranquilidade e frieza na hora da conclusão. Foi o suficiente para deslocar o bom goleiro Pickford. Além do gol, Fàbregas organizou o meio-campo e foi o termômetro do time: ótimo na distribuição ofensiva e prendeu bem a bola nas poucas vezes em que o Everton esboçava certa pressão. 


No meio-campo, talvez a briga de Bakayoko pela condição de titular seja com Kanté, a menos que o francês consiga fazer o box-to-box tão bem quanto o espanhol. É claro que foi apenas a terceira rodada do campeonato, mas é difícil não enxergar Fàbregas como sendo o fio condutor do meio-campo dos Blues


No entanto, a grande estrela foi Morata. É uma sensação de alívio ver gols de um centroavante espanhol com a camisa 9 - Fernando Torres ter flopado foi uma das minhas grandes decepções como torcedor. Ao que tudo indica neste início de temporada, se depender do novo reforço, jogo em Stamford Bridge é sinal de gol e assistência.


Contra os Clarets, Álvaro precisou de quarenta e cinco minutos para mostrar a que veio: gol e assistência - e tudo de cabeça. O roteiro se repetiu contra o Everton e o camisa 9, num espaço de 13 minutos, resolveu a partida com a assistência para Cesc e a conclusão após cruzamento de Azpilicueta - tudo de cabeça. Desde o começo da última temporada, somente Bellotti (10) marcou mais vezes de cabeça que Morata (8). 


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Você disse.... marcar gol de cabeça?


O bom início de Morata é excelente em muitos aspectos, primeiramente porque, com os gols e assistências, ninguém já dá muita importância para o valor investido na contratação. Com Torres, a cifra de 50 milhões de libras assombrava o atacante a cada gol perdido, que não foram poucos. Já com dois gols e duas assistências em três jogos, o atacante se sente mais confortável em campo sem a pressão do valor investido na transferência. 


Além disso, a superstição da maldição da camisa 9 parece não ter causado efeito em Morata. Pode parecer bobeira, mas grande parte da torcida é supersticiosa e caso o atacante passasse em branco nessas primeiras rodadas, com certeza muitos já justificariam a seca de gols por conta do número 9. Sai pra lá, zica.


Por fim, o começo promissor do espanhol no Chelsea já faz o torcedor, aos poucos, esquecer Diego Costa. E, quando digo esquecer, não é desmerecer o que Diego conquistou nos Blues nos últimos anos, mas sim para que a briga entre o atacante e Conte não respingasse nas costas do novo reforço.


Imagina só se Morata perdesse um caminho de gols? Muitos já culpariam o técnico pela decisão tomada em que tornaria Álvaro como vítima injusta de toda essa confusão e a pressão absurda para substituir nosso melhor atacante dos últimos anos. Se Morata conseguirá repetir a bonita história de Costa no Chelsea são outros quinhentos, mas os primeiros capítulos são promissores. 


Para não dizer que apenas Fàbregas e Morata brilharam no triunfo sobre os Toffees, outro espanhol teve novamente outra boa atuação: Azpilicueta. Foi do capitão dos Blues o cruzamento perfeito para o camisa 9 ampliar o marcador, fora a segurança que o camisa 28, que não é zagueiro, passa para a defesa. É um jogador completo.


Dos seis gols marcados até aqui na Premier League, cinco foram de espanhóis. Dois de Morata, dois de Alonso e um de Fàbregas. Será que vem gol do Pedro pela frente?