Boga, Christensen e Musonda: o saldo dos jovens na pré-temporada

No final das contas, a pré-temporada serve mesmo é para ver a garotada em campo. É uma das poucas oportunidades dos jovens mostrarem suas habilidades em busca de chances no time principal ou numa outra equipe qualquer. 



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No caso do Chelsea, chega a ser irônico analisar o potencial dos garotos da base, uma vez que o clube enxerga seus promissores talentos apenas como peças de mercadorias. Não custa nada, no entanto, sonhar com a possibilidade de algum jovem fazer aparições com regularidade no time titular.


Ao longo dos três amistosos disputados nesta pré-temporada (Arsenal, Bayern de Munique e Inter de Milão), oito jovens tiveram alguns minutos em campo para impressionar Antonio Conte: Christensen, Boga, Baker, Kalas, Musonda, Pasalic, Fikayo Tomori e Clark-Salter. 


Desses jovens, três atuaram com regularidade e causaram boa impressão, ainda que não estejam preparados, técnica e fisicamente, para estar entre os titulares. Entretanto, se bem preparados, podem brilhar num futuro próximo. O primeiro deles é bem querido pelos torcedores: Andreas Christensen


Agora sem Zouma e Aké, Christensen é apontado como o futuro da zaga do Chelsea. Ele preenche todos os requisitos para um bom defensor: alto (1,88m), forte e sabe trabalhar bem com a bola no pé - não é só chutão.


Sua principal oportunidade nesta pré-temporada foi diante do Bayern de Munique e, apesar da derrota, Christensen não teve culpa em nenhum dos gols sofridos - Alonso, Cahill e Azpilicueta foram muito mal.


Atuando no centro da zaga, Andreas foi muito bem no jogo aéreo, mas não foi tão ágil no jogo pelo chão - nada tão preocupante e que possa ser aprimorado ao longo dos anos. É esperado que o dinamarquês integre o elenco do time principal nesta temporada, conforme mostra o site oficial


Getty Images
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Boga aproveitou as oportunidades concedidas por Antonio Conte


Outro que despertou atenção e curiosidade dos torcedores foi o meia Jérémie Boga. O menino é abusado, forte e bem veloz. Talvez por querer mostrar serviço a todo momento, errou e se precipitou em lances desnecessários, mas a qualidade está lá - só precisa ser lapidado.


Fisicamente, o francês se assemelha com Victor Moses e tem ótima explosão para puxar contra-ataques e explorar jogadas pelos corredores. Sem Hazard e  Pedro como dúvida, Boga deve atuar no time titular contra o Arsenal pela Community Shield. Chance de ouro para o garoto mostrar, novamente, que pode vir a ser uma peça entre os suplentes para a temporada. 


Por fim, Charly Musonda é o garoto da ousadia e alegria. Diferente de Boga e Christensen, o meia-atacante ainda precisa evoluir muito fisicamente, mas a habilidade é evidente. Ele ainda não está pronto e precisa de duas ou três temporadas para ganhar mais oportunidades.


O Chelsea tem inúmeros promissores talentos - disso não há dúvidas. Só resta saber se o clube continuará a moldá-los para depois emprestar ou vendê-los ou terá paciência para acompanhar o desenvolvimento de cada atleta e integrá-los ao time principal.


Afinal, não custa nada sonhar...