Stamford Bridge: a luta para preservar a tradição

Getty Images
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Chelsea e o desejo de preservar a tradição de Stamford Bridge


Não há muitas novidades do Chelsea neste começo de pré-temporada. Foram dois amistosos: vitória contra o Arsenal e derrota para o Bayern de Munique. Álvaro Morata já estreou e Rüdiger começou a treinar com seus novos companheiros. Os Blues seguem o script como qualquer outra equipe. 



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Fora das quatro linhas, no entanto, a novidade fica por conta do futuro novo estádio dos Blues. Já com a aprovação do Conselho da região Hammersmith e Fulham, onde fica o estádio, o sonho de ampliar Stamford Bridge segue a todo vapor, mesmo que a data para o início da reforma ainda não tenha sido anunciada. 


A próxima definição acerca do estádio refere-se ao conhecido naming rights e a postura do clube a respeito de tal decisão é, no mínimo, interessante.


Na teoria, o Chelsea não precisaria vender os direitos de nome do estádio para bancar a obra. A quantia, avaliada em 500 milhões de libras, poderia vir tranquilamente das mãos de Abramovich, mas o clube sabe que é um processo arriscado e pode trazer prejuízos


Diante deste cenário, o clube, para não depender somente do russo, terá que vender os naming rights eventualmente, mas somente sob uma condição: a manutenção do nome "Stamford Bridge" - ou a inclusão dentro de um novo nome (The X Stadium at Stamford Bridge), como no exemplo citado na reportagem do Times.   


Para um clube que é considerado extremamente rico e que dispõe cifras astrômicas, a briga para preservar a tradição do nome é motivo de orgulho, afinal são 112 anos de muita, muita história em Stamford Bridge.


Todas as glórias, conquistas, vitórias, derrotas, cânticos, títulos, decisões, decepções e alegrias nasceram em Stamford Bridge. O Chelsea só é o que é hoje em dia por conta disso. Stamford Bridge faz parte de toda a trajetória dos Blues


Caso o clube consiga, de fato, resistir e insistir para que o nome do estádio independente das circunstâncias seja mantido, esta será uma decisão até então inédita, já que tanto Arsenal (Emirates Stadium) e Manchester City (Etihad Stadium) venderam os respectivos naming rights e Tottenham e West Ham tendem a seguir o mesmo caminho. 


É uma briga difícil. A empresa que tiver interesse em bancar a obra não cederá tão facilmente ao que o Chelsea tem como objetivo. Será um acordo difícil de conquistar, mas o clube está de parabéns por, ao menos, lutar pela tradição.


Quem ama e respira futebol sabe a importância que existe em cada nome de estádio. Modificar aquilo do dia para a noite é como arrancar um pedaço enorme dentro de você. O Chelsea não joga em casa. O Chelsea joga em Stamford Bridge