A importância da competitividade dentro do elenco do Chelsea

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Morata deve ser o titular, mas não terá vida fácil diante da boa fase de Batshuayi


Quem se dispôs a levantar cedo no último sábado (22) para acompanhar a estreia dos Blues pela Tour of Champions não se arrependeu. Para Antonio Conte e cia, pré-temporada não é brincadeira e prova disso foi a postura do Chelsea diante do Arsenal: time praticamente titular em campo, muita intensidade e baile de 3 a 0 sobre os Gunners



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Há quem não leve pré-temporada muito a sério, mas basta notar que toda trajetória de uma equipe vitoriosa começa justamente neste período. Não digo isso necessariamente pelos resultados - muitas vezes irrelevantes -, mas sim por conta de toda preparação e rotina de treinamentos, fatores que ajudam a previnir lesões e dão o suporte necessário para que os atletas iniciem as competições no auge físico e técnico. 


Não foram muitas sessões de treinamentos desde que a comissão técnica desembarcou em Beijing, mas parece que a sintonia e entrosamente entre os jogadores segue excelente.


Com a manutenção do esquema de três zagueiros, os Blues mostraram o mesmo ritmo de jogo intenso como visto na campanha do título inglês: zaga firme e entrosada; Kanté continua impecável e Fàbregas ainda melhor (o que foi aquele lançamento antes do meio-campo?); na frente, Willian e Batshuayi foram letais na hora de concluir as jogadas.


Além das questões físicas e técnicas, a pré-temporada também é fundamental para promover a competitividade dentro do elenco. Essa talvez seja a primeira vez em que o Chelsea não está montando apenas um time, mas sim trabalhando na construção de um elenco bem qualificado - mesmo porque o clube terá mais jogos a serem disputados em 2017/18 e todos sabem que o segredo para o sucesso está em ter um bom plantel, não apenas em possuir uma boa equipe, mas sem reservas à altura.


Em especial, o confronto era muito importante para dois atletas: Willian e Batshuayi, uma vez que tanto o brasileiro quanto o belga não foram titulares incontestáveis de Antonio Conte em 2016/17. Dessa forma, a dupla chamou a responsabilidade e se destacou, especialmente o atacante, com dois belos gols e uma assistência. 


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São atuações como a de Michy e Willian que costumam plantar dúvidas na cabeça do treinador e fazem com que os titulares da posição se esforcem ainda mais para manter seus respectivos lugares na equipe principal. Se o centroavante belga continuar neste ritmo, por exemplo, Morata que fique esperto, assim como Pedro, que vê o brasileiro pedindo passagem a cada boa partida.  


O recado também se estende a outros setores da equipe: Rüdiger sabe que não terá vida fácil para cavar um lugar no trio de zaga. Cada vez mais maestro em campo, Fàbregas promete batalhar duro para jogar muito mais do que atuou na última temporada - Bakayoko e Matic terão que suar a camisa para estar entre os titulares. 


É disso que se trata a pré-temporada: preparação e trabalho. A julgar pela atuação sólida contra o Arsenal, o Chelsea iniciou com o pé-direito e o começo para 2017/18 é promissor - mas sem empolgar demais.