Contagem regressiva para o Chelsea: quatro rodadas para o título

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Willian saiu do banco para sacramentar a vitória sobre o Everton


Por mais imprevisível que seja a Premier League, certas místicas se solidificam a cada temporada, como, por exemplo, a dificuldade que é jogar contra o Everton em Goodison Park. Não importa o momento dos Toffees na competição, viajar até Liverpool em busca dos três pontos nunca foi tarefa fácil para nenhuma equipe.



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Com o Tottenham na cola, o Chelsea precisava de uma atuação perfeita para manter a distância na liderança. Era necessária uma performance tão brilhante quanto o memorável 6 a 3 em pleno Goodison Park em 2014/15, quando os Blues levantaram o caneco do Campeonato Inlgês pela quinta vez em sua história. 



Jamais saberemos se esta partida foi usada ou não como inspiração para o duelo deste domingo, vencido pelo Chelsea por 3 a 0. No entanto, o que realmente importa é que, assim como 2014, os Blues não se intimidaram na casa do adversário e deram mais um passo importante rumo ao título.


Em campo, assim como diante dos Spurs pela FA Cup, o Chelsea foi uma equipe letal. A quantidade de três gols não significa que o time teve amplo domínio sobre o Everton, mas sim que soube decidir o confronto à medida em que as oportunidades eram criadas. 


Além da obediência tática, que faz do Chelsea uma equipe cirúrgica em momentos decisivos, tudo tem conspirado a favor dos Blues - como se, apesar do Tottenham não querer largar o osso, nada seja capaz de tirar a sorte da equipe em inúmeras situações de jogo. 


Exemplo é o que não falta. Primeiramente com Cahill, no início do jogo, em que dividiu com Lukaku na pequena área e evitou o gol dos Toffees. Na segunda etapa, o camisa 24 do Chelsea fez de canela após cobrança de falta. Antes disso, Pedro, que vinha mal no jogo e seria substituído, teve uma última oportunidade em campo. E colocou na gaveta de perna canhota. Por fim, Willian, no primeiro lance após substituir Hazard, completou passe de Fàbregas para decretar a vitória.


São essas situações que amenizam o embalo do Tottenham. Porque, para cada gol de Kane, tem um chute colocado de Pedro. Porque, para cada lance de Dele Alli, tem uma cabeçada certeira de Cahill. Porque, não importa o que os Spurs façam, o Chelsea faz, senão melhor, o suficiente para alcançar o objetivo traçado.


A quatro rodadas do fim, a distância permanece em quatro pontos. É o momento crucial da Premier League: enquanto o Tottenham terá três decisões fora de casa, o Chelsea terá pela frente três jogos em Stamford Bridge. 


Como deixo claro a cada texto discutido aqui no blog, não há nada decidido. O que muda, no entanto, é somente a sensação que a taça da Premier League se aproxima.


O próximo desafio será diante do traiçoeiro Middlesbrough em Stamford Bridge. Que venham mais três pontos!